Blog Vigilantes da Autoestima

Dia 81 – Pq estamos perdendo a arte de rir de nós mesmos?
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Gisela Rao

Tive o prazer de participar de um evento realizado pelas brilhantes meninas, Clarissa Soneghet e Nathalia, da Kind, no domingo passado. Fui falar sobre autoestima. A Kind é uma empresa de consultoria e experiências focada no universo feminino. Vou falar mais sobre esse i-n-c-r-í-v-e-l evento no próximo post porque rende muiiiiito. 

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Antes da palestra, prestei atenção em uns papéis quadradinhos na parede. Era uma instalação com frases que as pessoas colocam sobre elas mesmas em um site de relacionamentos. Fiquei impressionada com uma coisa: a forma como vamos perdendo a arte de rir de nós mesmos na jornada da vida. Praticamente a maioria das descrições da turma de 20 anos tinha uma graça, um humor, um molejo, uma criatividade, um pular do muro do igual. Não vi isso na turma de mais de 30. Eram sempre textos sérios, objetivos e sempre  falavam a mesma coisa: sou isso,  gosto disso, daquilo e ponto. Vida limitada à xerox dos outros. Olha alguns textos da moçada mais nova:

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Mais ou menos em 83, a gente invadiu a diretoria da Faculdade de Farmácia, nem me lembro qual era a reivindicação. Ficamos 1 mês acampados. Depois disso, teve um pequeno julgamento na faculdade onde meu pai foi o advogado de defesa. Brilhante por sinal. Lembro de um dos diretores da faculdade dizendo: “Vocês agora defendem seus sonhos a qualquer custo, mas quando crescerem vão assentar. Quando trabalharem e tiverem suas famílias, nem lembrarão o que reivindicavam na juventude''. Essa foi uma das coisas mais tristes que ouvi na vida e o mais triste é que ele não estava falando num tom desolador, estava dizendo que a estabilidade, o comum, a rotina, o Feitiço do Tempo – esses sim e só esses fariam sentido mais pra frente.

Deus me livre guarde, graças ao esplendor da vida e à minha alma- filha do vento com uma britadeira – nunca acreditei que a gente despenca nesse mundo só para comer, beber , ver Faustão e dormir.

Para o alto e avante!

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O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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Dia 80 – TENHO ORGULHO DO BRASIL QUANDO….
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Gisela Rao

Eu estou lançando essa campanha aí acima “Tenho Orgulho do Brasil Quando…'' porque eu tô muito de saco cheio da turma-do-só-desce-a-lenha. Eu sei que eu prometi ter mais tolerância esse ano, mas tá difícil. Ontem mesmo deletei um cara do meu Face que escreveu no meu perfil que queria estar no pelotão de fuzilamento do brasileiro na Indonésia. Na boa, vai escrever essas coisas na página da mãe dele. Sou pela paz e pelo positivo e, como eu já disse aqui, é nessa energia que eu vibro e conquisto praticamente tudo o que acho importante na vida.

Criticar o Brasil o tempo todo, mesmo quando você coloca um post que não tem NADA a ver com a coisa, atrai justamente o que ninguém quer: “(des)prosperidade''! Mas infelizmente as pessoas ainda não se deram conta da força do pensamento e das palavras. Se você quer ter uma ideia disso, veja o documentário “Quem Somos Nós''; Se já viu, assista de novo.

Um exemplo da importância do pensamento: “Em 1993, o National Demonstration Project (grupo de meditadores avançados em MT) focalizou Washington D.C. durante um surto de crime violentos. No decorrer de 05 meses, a taxa de violência foi caindo e quando o grupo de meditadores se desfez, a criminalidade voltou a subir. Vale ressaltar que o estudo demonstrou que o efeito não foi provocado por outros fatores externos, como medidas policiais ou campanhas anti-crimes''.

A raivosa turma-do-só-desce-a-lenha não percebe o tiro no pé que essa atitude faz. Emchem o saco no Facebook criticando, abaixando o astral, a energia do país, do Planeta e da sua própria vida. Adoram curtir os posts dos outros só-descem-a-lenha, mas nunca valorizam o que o país tem de bom. Como querer ter autoestima se tem vergonha e ódio do próprio país? Em apenas 5 minutos na internet, peguei vários exemplos de motivos para ter orgulho do Brasil. 

1- Ônibus da Marcopolo exportado para o Uruguai, que estimula a doar sangue dentro do veículo

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2- Rafael Zokler e Bia Vicentini, voluntários (Sanofi) do projeto Bandeira Científica, no calorão do Espírito Santo ensinando sobre prevenção da dengue.

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3- A dentista Tatiana Bernardon, ajudando a angariar fundos para o tratamento da menininha Raíssa: http://www.parapoderabracar.com

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4- Artur Avila, que foi anunciado como merecedor da láurea máxima da União Internacional de Matemática

Foto: Américo Mariano

Foto: Américo Mariano

5- Marcelo Haydu, da ONG Adus – Instituto de Reintegração do Refugiado, que ajuda os refugiados no Brasil a se socializarem com os brasileiros.

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Se você pensa como eu, compartilhe os posts da campanha no seu perfil. Veja no meu Face:

https://www.facebook.com/giselarao

https://www.facebook.com/gisela.raoii

Ou publique os seus também :  )

Para o alto e avante! Prosperidade já!

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BLOG VAE INDICA :  )

Workshop sobre Prosperidade, Espiritualidade, Planejamento e Ação para 2015. 

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Com o xamã urbano Cyro Leãoo!

https://www.facebook.com/events/919149664769846

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giselarao@uol.com.br


Dia 79 – A arte de cinquentar
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Gisela Rao

Chegamos ao cartório e havia dois casais esperando para a cerimônia civil. As noivas tinham metade da minha idade e estavam de branco. Eu estava de preto e dourado, vestido chinês do réveillon de 2013. O fotógrafo do cartório não imaginou que eu fosse uma noiva e por isso não veio me oferecer álbum de fotos, como fez com as outras. Ainda bem hehehe.

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Ter 50 anos é legal em muitos aspectos. Um deles é rir de muitas situações como essa, da noiva-não-padrão. 

Sinceramente, pensei que fazer 50 anos seria mais chocante, porque é metade de um século e o Brasil é obcecado por juventude, mas não é quando a gente se diverte e dá valor pras coisas que vem junto. Por exemplo: todo dia pelo menos uma pessoa mais jovem me pede conselho. Toda ação minha, hoje em dia, é voltada para o bem estar dos outros, incluindo minhas viagens. O ciúmes diminuiu, a hormônio-escravidão também. A aceitação aumentou e hoje em dia até sinto saudades do meu pai (que, como vocês sabem, a relação não era lá das dez mais). Aliás, visitando meu pai outro dia, ele dise que daria dois conselhos caso alguém perguntasse: cuide dos dentes e não envelheça ahahahaha. Como vocês podem ver, o humor vem da família Rao.

No alto dos meu cinquentinha, eu mandaria três conselhos: não faça do amor o centro do seu Universo, guarde $ para viajar pelo menos a cada 2 anos e cultive a tolerância desde cedo. Em todo o lugar que vou ouço aquele som de “tsk'' que a gente faz com a boca quando está detestando estar em uma fila ou quando a pessoa que nos atende demora demais ou quando alguém impede a passagem da gente por alguns segundos na calçada.

O mundo está ficando insuportável com essa sinfonia de “tsks''.

Para o alto e avante!

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BLOG VAE INDICA

Leitura de Tarô e Curso de Tarô com o Arhan.

Simplesmente sensacional para o começo do ano!

Arhan-A

Parte Teórica: - ARCANOS MAIORES.

Parte Prática: - MÉTODO MANDALA.

ttp://www.arhan.com.br/curso.shtml

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Dia 78 – Sou milionária de emoções
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Gisela Rao

 

No começo de janeiro, eu e B.L. vamos nos casar oficialmente. Isso faz parte de um novo projeto que contarei mais pra frente. Eu sou divorciada do meu primeiro casamento e a moça do cartório me perguntou se eu tinha algum bem desde então. Com  pesar eu disse que não tinha nenhum bem nesses quase 30 anos. Depois, em casa, eu me arrependi de não ter colocado uma vírgula na frase. Após a vírgula diria a ela que não tenho nada no meu nome, mas no coração e na alma tenho – empacotadas e sem poeira – dezenas e dezenas de viagens que fiz pelo Brasil e pelo mundo, centenas de pessoas que conheci de todos os lugares do Planeta, comidas e culturas que provei, línguas que aprendi… Sim, sou milionária de emoções!

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Não que isso vá pagar minha aposentadoria na velhice, mas certamente vai me fazer uma véinha muito divertida e interessante hehe.

A gente tem essa mania tão deprimente de achar que somos só o que temos. E ficamos a vida inteira correndo atrás de coisas para ter e nunca concordamos que já somos alguém. Isso fica claro em um documentário que vi sobre felicidade. Uma antropóloga pesquisou por muitos anos um pequenino país no Oriente. Não tinha essa coisa doida de capitalismo, então as pessoas não se comparavam. Ninguém tinha o que o outro não tinha. Todos trabalhavam na lavoura, curtiam a família, o tempo livre… até chegar a globalização. Aí as pessoas começaram a deixar de se considerarem alguém porque não tinham o que outros tinham :  (

Não, não sou comunista e nem sei o que é isso. Só estou dizendo que todas vez que deixamos de Ser, a vida cava mais buracos no que supostamente chamamos de felicidade.

Para o alto e avante!

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> Atitudes que podem mudar seu casamento http://zip.net/bfpBMQ

> Por que deletamos o pause?  http://zip.net/btqwdL

> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Se não hoje, quando? – http://migre.me/eVKJy

giselarao@uol.com.br


Dia 77 – O relógio e o coração
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Gisela Rao

> Blog VAE volta dia 5/1. Super fim de ano a todos os Vigilantes da AutoEstima  :  )

Aprendi com Patch Adams que não precisamos fazer grandes malabarismos para agradas as crianças. É só a gente seguir a nossa verdade, estar 100% presente no momento. Então, semana passada participei do Natal da Cruz Vermelha – São Paulo. Fiquei no fundão do auditório pintando os bracinhos e rostinhos da criançada das Comunidades. Peguei como assistente o Denilson, uma praga de moleque que vivia batendo nos outros e tentando fugir, mas que ficou numa boa quando recebeu atenção, função e amor. Aliás, uma coisa realmente me surpreendeu: vários meninos me pediram para pintar um relógio no pulso e um coração na mão. Pensei por alguns segundos se não era a Terra mudando, dando suas voltinhas e criando meninos mais sensíveis e corajosos para o tal do Mundo melhor.

Papai Noel, by Fabio

Papai Noel, by Fabio

 

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Ando me maravilhando vendo pessoas muito jovens praticando o bem, como a Lara Duarte e a Bianca Centurione, da Cruz Vermelha (SP).

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Ou como o André, que cedeu seu lugar para uma senhorinha de quase 90 anos que iria sentar lá na casa do car@@, no incrível show da cantora Fortuna.

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Então, que não me venha a turma da estagnation-mental repetir a estúpida frase “Essa geração não quer nada com nada''. Pois essa moçada tem a total admiração dessa Tia Sukita aqui hehehe.

Para o alto e avante!

FELIZ NATAL, VIGILANTES DA AUTOESTIMA!

eeeee

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Dia 76 – Nós e o “Nunca mais”
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Gisela Rao

> Blog Vae volta 17h!

Almocei com minha amiga Ana T. na semana passada. Nossos almoços sempre foram muito alegres, cheios de risadas e palavrões hehe. Mas dessa vez foi diferente. A tristeza foi uma de nossas convidadas, afinal, faz 2 meses que seu filho foi se juntar ao staff do céu.

Perguntei para ela qual foi o aprendizado até agora e ela me contou sobre o “Nunca Mais'', entre outros. Ou seja: nunca mais verá o filho, nem receberá mensagens de manhã e tantos outros eteceteras :'-(  É, agente se esquece disso na vida e vive tudo como se fosse pra sempre.

O “Nunca Mais'' de Ana me lembrou o “Nunca Mais'' de  Felipe Sant’Ana Pereira, um jovem de 19 anos. Ele viajaria pelo mundo durante 1 ano com o seu melhor amigo, mas acabou ficando sozinho na jornada porque o amigo acabou deixando pra lá e provavelmente nunca mais viverá algo assim. Felipe foi, viveu coisas incríveis/inacreditáveis/inesquecíveis e vai lançar um livro onde o foco é a entrevista com crianças ao redor do mundo pra que a gente nunca perca esse “nunca mais saber ser jovem'' ou “nunca mais realizar os sonhos da infância''. Você pode ajudar com o livro. É só clicar:

http://www.catarse.me/pt/JovemOSuficiente

Fotos: Felipe Gaúcho

Fotos: Felipe Gaúcho

 Sim, é como diz Vinícius:

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Para o alto e avante!

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CHAMANDO TODOS OS VIGILANTES!

 Pode responder essa pesquisa em 3 minutos, please? É pra um trabalho. Muito obrigada :) bit.ly/produtosbrasileiros

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Dia 75 – Amar aos outros sublinhado
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Gisela Rao

> Blog volta 14h!

Eu não sei exatamente em que momento da minha vida comecei a ajudar as pessoas e animais. Mas lembro de ter pego uma pomba na rua com a asa quebrada e levado na cabeleireira pra cuidar. Eu tinha uns 8 anos e talvez tenha começado aí. Minha mãe apoiou. Aliás, minha mãe era uma das pessoas mais gentis da face da terra. Fazia bonecos pras crianças com câncer, casaquinhos de tricô para bebês pobres, era voluntária da ASA (Associação Santo Agostinho), ensinava francês pra quem não tinha grana etc etc etc etc etc.

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Assistindo ao filme sobre a Irmã Dulce, lembrei muito da minha mãe porque certamente tanto eu quanto ela seguimos os passos de mulheres maternais generosas, filantrópicas. Infelizmente, a dela morreu muito cedo :  (

Havia só umas 6 pessoas na sessão de cinema. Uma grande pena. Um filme sensacional, para uma mulher idem. É pena porque a gente sabe que o próximo pastelão nacional vai render milhões de reais. Enfim…

Uma das frases mais marcantes que Irmã Dulce diz é mais ou menos assim: “O livro sagrado diz para amar aos outros como a ti mesmo. Mas está sublinhado. Está sublinhado, então não é só dar uma esmola e pronto acabou…''. E,sim, cada vez quero me embrenhar mais pelos assuntos humanitários. Tenho a sorte de casar com um homem corinthiano e que me apoia em tudo hehe.

Vendo o documentário “Happy'' fica estupidamente claro que não existe felicidade no egoísmo, no individualismo. Os países mais felizes (e nem por isso ricos) são os que valorizam o senso de comunidade. Todos se ajudam na doença, no nascimento, nas festas, na morte. Faz sentido, porque Patch Adams diz: “Não é a alegria que cura as pessoas, é a amizade''.

Mesmo assim, o Brasil tem apenas 10% de voluntários ativos. Por que? Por que o sorvete de baunilha, o iphone importado, a conversa no barzinho, a briga no trânsito, a novela na Globo é mais importante que visitar uma criança doente, um velhinho solitário, um animalzinho abandonado? Acho que muita gente acha que vai sofrer na hora. Não, não vai. E fui até a Rússia, enfrentar 11 graus negativos, para te trazer essa certeza. Quando a gente sorri para o outro, se preocupa, cuida…ganha asas. E a gente fica tão, tão leve…

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Para o alto e avante!

http://www.voluntarios.com.br/

 

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PREVISÕES PARA 2015

O super astrólogo Zeca Cochrane ajuda você a entender melhor o ano novo e a si própria(o).

Atendimentos ao vivo e por skype: zecacochrane@uol.com.br

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Dia 74 – Nós e o Muro das Lamentações
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Gisela Rao

Como a minha saúde foi pro saco nessa viagem, tudo pareceu pior. Embora eu tenha amado e teria repetido tudo de novo, eu cheguei descendo a lenha em algumas coisas. Mas vendo o relato da Pam, uma palhaça americana iniciante como eu, me lembrei que sou a primeira a ser contra o “Muro das Lamentações'' que o mundo está sem tornando, a começar pelo Facebook. Pam disse: “Eu ainda me sinto um pouco confusa e tentando digerir tudo o que vivemos! É inacreditável o que aconteceu com a gente em um período de duas semanas! Nos reunirmos e passar 2 semanas com pessoas bonitas de 10 países, brincando, segurando e amando as crianças e adultos em tantos lugares diferentes na Rússia, passando por toda uma nova cultura,  ter que tentar se adaptar a um  clima mais frio. Havia sempre algo novo e muitas vezes desafiador, nos olhando na cara. Tivemos que afundar ou nadar! :) E eu acredito que todos nós nos tornamos muito bons nadadores!!!''

Sendo assim, resolvi olhar de uma forma diferente para tudo o que eu vivi, incluindo o que eu achei que não fosse bom, e dedico esse post à Pam e ao Rodrik, um fantasma que vive no meu Iphone e que sempre tira as fotos mais singelas do mundo. Nesse caso, fotos da jornada Russa. Sim, o mundo precisa de menos reclamação e mais beleza.

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NATAL MÁGICO CRUZ VERMELHA : )

O Natal Mágico da Cruz Vermelha de São Paulo é um evento de brincadeiras e atividades recreativas para crianças carentes. Com a sua contribuição, poderemos comprar brinquedos para presenteá-las nessa ocasião especial. Ajude-nos a realizar sonhos!
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Dia 73 – Viagens que encaleidoscópiam a gente
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Gisela Rao

 

Existem dois tipos de viagem: Mosaico e Caleidoscópio. Na primeira, você acrescenta coisas na sua forma de existir. Na segunda, você acrescenta coisas, mas volta totalmente chacoalhado. Você vai assim:

Foto: www.rac.com.br

Foto: www.rac.com.br

E volta assado hehe. Nem precisa dizer que essa viagem para a Rússia chacoalhou todos os meus neurônios.

Foto: www.vagalume.com.br

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Começou quando eu estava com um medo danado de ir para lá e fiz um super trabalho com a minha amiga Lúcia Rodrigues, especialista em Criatividade Quântica, para tirar essa emoção da jogada. E terminou comigo no aeroporto da Alemanha – sábado – aguardando a conexão para o Brasil e recebendo, por Skype, a notícia que Lúcia havia partido para a Grande viagem sem volta. Chorei lá mesmo, na salinha da Lufthansa :,- ( E dedico a ela esse post, aliás, essa viagem!

Essa jornada chacoalhou minhas sinapses em todos os níveis que você imaginar: descobri que é muito mais fácil alegrar as crianças do que eu imaginava (e em qualquer estado de saúde que elas estejam); que eu ainda sofro com rejeição (e tinha panelinha braba no grupo de Clowns); que ainda projeto meu pai em algumas pessoas que – obviamente – não retribuem como eu gostaria (pessoas = Patch Adams); que ainda tenho Complexo de Patinho Feio (porque as palhaças mais bonitas e jovens tinham, digamos, mais lugar ao sol); que – sim – preciso de atenção; que alegrar uma criança ou idoso por alguns minutos vale um pouquinho pra gente, mas um muitão para eles…

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Que um grupo unido por uma ação humanitária é a coisa mais forte que existe; que a minha saúde é meia-boca mas aguenta o tranco; que eu não preciso me culpar por não ter estado presente 100% do tempo (tive que fugir, às vezes, pra conhecer a cidade e também para melhorar o pulmão/laringe); que eu nunca mais viajo na friaca; que ir pra um lugar sem falar nada de língua e eles nada de inglês é treta (saí pra procurar um Museu e achei um Shopping hehe); que deu vontade de sumir com os palhaços que me rejeitaram como nos livros da Agatha Christie hehehe (O Caso dos Dez Negrinhos); que liberdade é tudo na vida e que um país que proíbe que um gay se assuma não merece o meu retorno, mesmo que tenha lindos lugares…

Que nem todo mundo que fala sobre amor, pratica; que eu agradeço imensamente a quem participou da rifa pra ajudar na viagem; que voltei valorizando mais ainda meu marido e meus amigos; que existe gente que definitivamente vive para ajudar os outros; que quero começar a alegrar as crianças e velhinhos no Brasil (sim, agora estou mais autoconfiante); que o Patch Adams é a alma mais nobre que conheci na vida; que viajar vale cada centavo do crediário hehehe; que Vanina Grossi é a pessoa mais talentosa que conheci (com o barquinho na mão); que “mar manso não faz bom marinheiro'';  que “o oposto de conforto é confronto'' (Renato Gonçalves)…

E que, claro, a vida deveria ter mais palhaços :  )

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 Para o alto e avante!

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IMPORTANTE

Cheguei de viagem e trago na mala duas novas palestras: “O Poder da Generosidade'' e “A Força do Trabalho em Grupo''

Se alguém conhecer alguma empresa que tenha interesse, é só dar um toque: giselarao@uol.com.br

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Dia 72 – “Não desista nunca, nunca, nunca”
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Gisela Rao

 

Agora eu entendo porque Napoleão e Hitler perderam a guerra para a Rússia: o frio aqui é um desespero e nem é inverno ainda! Mesmo usando duas calças, duas meias, dois casacos e um gorrão não consegui evitar a laringite. O Corpo até fica protegido, mas é o rosto quem sofre. Parece que fazem maquiagem na gente com gelo. Cruz Credo! O pulmão, então, nem se fala. Então, tive que ficar um dia de molho e comprar um inalador. E nem posso reclamar, tem gente pior. A minha amiga canadense teve que voltar por conta de uma úlcera e um palhaço americano esqueceu que estava no beliche (no trem) e se esborrachou, quebrando a costela.

Meu boneco Ronaldinho (ele foi apelidado assim pelos palhaços italianos) está fazendo sucesso entre as crianças e os anciãos. 

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Entenda por anciãos, russos heróis de guerra que lutaram contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial do jeito que dava. Lutando no front, cuidando na enfermagem ou fabricando bombas e armas. Gente animada e querida, que curtiu  dançar, cantar e se divertir com os “paiaços''. Dia a dia compreendo cada vez mais o significado da “família de clowns''. Eu que sou uma eremita da gema, comecei a relembrar a força que tem o grupo e agradeço imensamente à russa Eugenia por ter procurado comigo uma acupuntura aqui na casa do car@%$@ e ficado na sala de espera por duas horas, enquanto a especialista Mongol fazia uns tratamentos completamente doidos como esfolar as minhas costas com um pedaço de plástico duro. Não, não é coisa de Deus, mas que sarei da baixa energética, sarei hehe.

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São pessoas de todas as partes do mundo: Itália, Argentina, Holanda, Estados Unidos, Austrália, Bielorússia etc etc. Gente com as mais diversas histórias. Gente que perdeu a família em terremoto, ou que o filho preferiu não viver mais, gente que vai em campos de refugiados alegrar as crianças, que é médica e perde muitas coisas para ficar no hospital com uma palhaça doente etc etc. Se alguém me perguntar o que está sendo uma das melhores coisas da viagem, certamente responderei que são meus novos amigos.

Acho que um outro momento muito especial aconteceu com esse moço. Sim, ele é muito bonito e é autista. Isso significa que tem uma mente de criança em um corpo de homem. Fiquei imaginando como poderia manter uma comunicação com ele porque as moças, encarregadas do local, apenas diziam que ele era autista e que não tinha jeito. Mas, assim como Churchill, eu não desisto nunca, nunca, nunca e consegui me aproximar  através do som de uma campainha que um dos palhaços havia trazid0. A verdade é que todo mundo quer amor, todo mundo quer… “Quem tem medo quer amor, Quem tem fome quer amor, Quem tem frio quer amor. Ele quer. Ela quer. Ele quer. Ela quer.Todo mundo quer amor de verdade…'' (Titãs)

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Como diz o Patch Adams não é o humor o melhor remédio, é a amizade.

Para o alto e avante!

 

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AGRADECIMENTO ESPECIAL!

Ao Eugênio, guia show de bola (que fala português melhor que eu), em Moscou :  ) http://www.passeio.org/

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