Dia 72 – É hora de amarrar os cadarços da coragem e dar o próximo passo
Peço desculpas por não postar todo dia. Três semanas antes da minha lua de mel oficial, nessa sexta (sim! Viajaremos uma semana, mas postarei de lá
, fui convidada para fazer parte de um projeto muito bacana e que os VAEs gostarão bastante. Aviso quando começar!
Só que é um trabalho puxado, que me faz ficar direto em São Paulo, e não ter lá muito tempo para nada. Mas valerá a pena. Se valerá… Nele, estou tendo a honra de conhecer mulheres formidáveis como Ana Moser, Hulda Bittencourt (fundadora do balé Cisne Negro) e Laís Bodanzky (diretora do filme “O Bicho de Sete Cabeças”, entre outros muito legais).
E ontem foi um dia muito, mas muito interessante porque conheci pessoalmente a Mara Gabrilli, que está na lista dos melhores deputados federais do Brasil.
Quando tinha 26 anos, Mara sofreu um acidente e ficou tetraplégica mas, por incrível que pareça, ela é uma das pessoas que mais se movimenta que conheço: além de deputada, é colunista da revista TPM, tem programas de rádio, escreveu um livro, tem um trabalho social bárbaro para os deficientes e investe em vários projetos científicos e culturais :)
O que me inspirou a escrever esse post foi o nome da sua ONG: Próximo Passo! Não, ele não depende das nossas pernas, depende da nossa cabeça e da forma como lidamos com nossos medos e com um dos seus grandes disfarces: a preguiça! A gente fica um tempão estagnada achando que é no dia seguinte que o próximo passo será dado, mas esse dia seguinte nunca chega e nunca chega e nunca chega. E, aí, começamos a botar culpa em tudo ou em todo mundo. Assim, “aliviamos” a sensação de frustração que é nunca dar o próximo passo. Mas, será que aliviamos mesmo?
Pensa quantos “próximos passos” você tem jogados na gaveta? Sim, como você, em muitas coisas da vida, também me sinto um navio com a corda enrolada no cais, que nunca consegue partir.
É por isso que gosto do filme “Johnny & June”. Gosto da cena em que ele vai apresentar uma música insossa em uma gravadora e o dono fala: “Se um caminhão te atropelar agora, é com essa música que você quer ser lembrado?”
Será que é com esse movimento nunca dado que a gente será lembrada? Ou que nos orgulharemos de nós mesmos? Ou que modificaremos qualquer coisa que seja nesse mundo véio e sem porteira?
É hora de amarrar os cadarços da nossa coragem e dar um tremendo e valioso próximo passo.
Para o alto e avante!
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Palha = baixa Madeira = média Tijolaço = ótima
Hoje: autoestima de tijolaço
O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum
O que fiz de bom por mim? me preparando para o próximo passo
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