Blog Vigilantes da Autoestima

Dia 63 – Nós e o jeitinho que falamos as coisas
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Gisela Rao

> Blog VAE volta amanhã cedinho :)

Essa moça ultra interessante chama Roberta Corrêa e foi uma das escolhidas para ser uma das MUSAS inspiradoras no Movimento Mulheres Unidas de Atitudes Saudáveis. Causa: Movimentar-se +.

Além de ser uma tremenda biker, também distribui cobertores, com outros ciclistas, à noite, para as pessoas necessitadas. O projeto chama “Time do Bem pra Quem Não Tem”.

Ontem, almocei com ela e com o Rafael. Em determinado momento, ela colocou um ponto de vista, sobre um assunto polêmico, e eu coloquei o meu. Até aí normal, mas não foi normal, não. Segundo o Rafa, entrei com as duas patas e fui grossa. Pior que nem percebi. Às vezes, sou mesmo extremamente cavaluda e tento impor meus argumentos na base do autoritarismo. Eu tinha melhorado um pouco desde que briguei à toa com minha amiga K. por causa do novo Papa e percebi que é óbvio que cada um tem seu ponto de vista.

Mas é óbvio também que não é não é tão óbvio assim. Se fosse, o Feliciano poderia falar as groselhadas que ele fala, à vontade, e ninguém cairia matando em cima.

Acontece, que tem jeitos e jeitos e falar as coisas e eu não precisava mesmo ter levantado o tom de voz e etc. Aliás, já que o post é sobre o jeitinho como a gente fala as coisas, vou citar algo da própria Roberta. Já ouvi muitas mães brincarem com os filhos, que vieram sem planejamento, dizendo – “Você vei com a pílula na mão”. Putz, pode ser brincadeira, mas eu que não gostaria de ouvir isso. Bom, aconteceu com a Roberta também e ela brinca com o filho: “Você é o meu Kinder Ovo com surpresinha”. Ahahaha.

Achei sensacional, como achei sensacional a forma como ela fala sobre várias outras coisas que rolam no cotidiano dela, de uma forma light, divertida, sem esquentar a cabeça com assuntos que cozinham nossos neurônios. Então, o post de hoje é uma homenagem a essa ciclista, mãe, voluntária e MUSA sangue bom :)

Para o alto e avante!

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Rosinha – o livro do VAE! http://migre.me/7NEJc

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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Colunas da Gisela Rao no Atmosfera Feminina

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> Medo: a distância entre você e seu sonho: http://migre.me/cOJVW

> Chega uma hora que chega – http://migre.me/cdXYH

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Palha = baixa Madeira = média Tijolaço = ótima

Hoje: autoestima de tijolaço

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? de olho na cavalice

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# O VAE ajuda os Médicos Sem Fronteiras e o os animais do Donna Cachorra #


Dia 62 – Autoestima de tijolaço é…
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Gisela Rao

… entrevistar a Cozete Gomes, sem salto, e ficar numa boa hehe.

Aliás tenho ficado cada vez mais numa boa com meu corpo, minha idade, minhas confusões em administrar o tempo e o dinheiro, minha bagunças de horários e tudo que me fazer perfeita e imperfeita alternadamente.

Parei de sofrer, encheu o saco, cansei de gastar energia demais em uma luta inglória e besta. Como é que vou lutar contra mim mesma ou melhor: contra o Tempo.

Meu lema esse ano é: a vida é curta, curta a vida!

Aliás, já comecei a escrever meu novo livro justamente sobre isso, sobre esse se assumir, esse relaxar, esse novo jeito de vida que com certeza me fará mais feliz.

Então, agora quando alguém me fala de regime, se autodeprecia, reclama das coisas, eu respondo: a vida é curta, curta a vida

Para o alto e avante!

“E é porque sinto meu corpo, os apertos, os lugares que coçam, os ruídos que ele faz, o calor, o frio, os sentimentos que se digladiam dentro de mim, os batimentos do coração que se aceleram, a dor de estômago, as percepções invisíveis, que eu estabeleço uma relação de interrogação e de diálogo. O corpo nos traz de volta a nós mesmos; ele não pode mentir” – Juliette Binoche (atriz)

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Hoje: autoestima de tijolaço

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? de bem com tudo

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Dia 61 – Quando deixaremos as migalhas de pão para trás?
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 15h :   )

Um dos meus sonhos é morar um tempo na Itália. Não é o maior, mas é um sonho muito cultivado, por isso ficamos mais tempo lá dessa vez, para ter a certeza de que é um sonho e não uma ilusão. Por isso também que alugamos um apartamento por 9 dias. Fizemos um test-drive: compramos no supermercado, sondamos o bairro, descobrimos onde tem veterinário, fizemos amizades com quem mora lá, cozinhamos em casa (mentira! hehe).

É um sonho bem possível porque trabalho 90% do tempo pela internet, tenho cidadania italiana, um marido que topa tudo… então, o que falta para ir? Andei pensando muito sobre isso e acho que é uma espécie “Síndrome de João e Maria”, um certo medo de perder o caminho de volta, de não ter mais as migalhas de pão que me remete ao conhecido.

Então, eu me pergunto, quando é que eu, você e nós, deixaremos as migalhas de pão para trás? Quando pararemos de botar a culpa na falta de grana, ou de tempo, ou de planejamento ou na gata que já está meio velhinha, para conquistar o que a gente realmente quer?

Como diz a artista: “My home is where i am”.

Para o alto e avante!

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Dia 60 – Todo amor de mãe vale a pena
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Gisela Rao

Uma das coisas que prestei atenção na Itália é a forma carinhosa como as mães tratam seus filhos, sempre fazendo contato físico e chamando de “amore”. Isso me encheu de esperança porque sei que crianças que ganham bastante amor crescem mais saudáveis, gentis, com mais amor próprio e autoconfiantes.

Ontem, no Dia das Mães, pensei na minha, claro, e percebi que a dor da saudade continua lá, mas um pouco mais quietinha. Comemorei com a minha sogra e a família do meu marido, no interior, mandando ver na lasanha à bolonhesa :)

Quando cheguei em casa, recebi dois recados maravilhosos de duas pessoas que amo como filhos: Priscilla Andrade e Rafael Gonçalves Zokler. Por um momento senti a felicidade que milhões de mães devem sentir quase todos os dias.

A ligação que tenho com esses dois é inexplicável. Pricilla me pediu ajuda, em 2010, na época em que minha mãe estava para deixar esse mundo. Ela era uma leitora do blog VAE. Achei que ela merecia minha atenção extra (e põe extra nisso hehe) porque vi que, de fato, ela queria mudar e chegar no tijolaço. Quem quer, vai atras, é o que sempre digo.

Rafael era estagiário na empresa que é minha maior cliente. Gostei dele de cara. Rapaz esperto, determinado, e com um caráter inabalável. Hoje é um dos meus maiores amigos, assim como Priscilla.

Eu brinco que um dia eles empurrarão minha cadeira no sol, quando eu estiver bem velhinha. Bom, espero não precisar, mas sei que poderei contar com eles caso chegue a hora.

Sim, todo amor de mãe vale a pena

Sim, todo amor de filho vale a pena

“Feliz Dia das Mães para a minha mãe preferida. Amo vc! Priscilla”

 

“Pensei no que dizer, mas sou incapaz de descrever o que essa amizade de mãe e filho representa pra mim! Gisela Rao, vc é o exemplo pra mim do que é viver com alegria e amor! Obrigado por me confiar seu carinho e atenção ao longo desses 4 anos! Amo vc… Rafa”

Para o alto e avante!

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O que fiz de bom por mim? vendo mistérios na vida

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Dia 59 – Nós e os “Harrypotterzismos” da vida
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Gisela Rao

Me lembro bem do dia em que perguntei, para a presidente do fã-clube Harry Potter, por que ela gostava tanto do feiticeiro. Ela respondeu: “Não é do Harry Potter, é da realidade-paralela que me faz esquecer, por uns momentos, o quanto o meu patrão é chato e o quanto tenho que ralar na vida.

 Chamo isso de “Harrypoterzismo” da vida. É por isso que todo mundo adora viajar. Viagens, principalmente para lugares muito diferentes dos nossos, são realidades-paralelas que nos fazem, por alguns dias, ter a sensação de que todos os nossos problemas acabaram: de que nossa empresa foi tirada da categoria Simples (por um erro da receita) e que teremos que pagar mais impostos, de que nossa gata já está mais velhinha e com um princípio de insuficiência renal, de que hoje é o último dia para se vacinar contra gripe (e quem tem asma tem realmente que fazer isso), de que a Claro nos sacanou e pagamos 150 pratas à toa por um 3G que terminou a validade 5 dias antes da sua viagem terminar  porque a atendente não te avisou, e outras coisinhas mais…

 Mas, porém, todavia, cito aqui um diálogo de Game of Thrones, entre Jaime Lannister e Brienne de Tarth.

Jaime é muito rico e poderoso, mas tem uma mão cortada (a que usa para lutar com a espada) e resolve desistir de tudo, incluindo a vida. Ela dá uma dura danada nele e diz, mais ou menos assim: “Deve ser a primeira vez que você está entrando em contato com a realidade. Na vida tiram coisas da gente o tempo todo e você vai desistir de tudo por causa de uma mão?”.

Reproduzi esse diálogo para lembrar mesmo de que, sim, a vida tem um lado dureza, mas não é por isso que a gente tem que ficar lamentando de tudo, reclamando. Porque ela é assim. Mas também tem seu lado amável, colorido, divertido, recheado de mistérios, de sensações boas, de arte e de pessoas fenomenais.

Sim, um pouco de realidade-paralela é bom. Mas um pouco de paralela-realidade também.

Não, não fomos feitos para desistir. Fomos feitos para lutar. E também descansar.

Carl Honoré que o diga!

Para o alto e avante!

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O VAE RECOMENDA!

Se você procura uma veterinária (em SP) super eficiente, fale com a Beatriz Mattes, no Hospital Veterinário Quatro Patas. Ela é uma das veterinárias indicadas pela ONG Adote um Gatinho e uma querida! Tel: 4238-3337

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Dia 58 – O ressacation do overspending
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Gisela Rao

Sim, eu sou uma gastadora (overspending) em recuperação e, como eu já disse, já faz uns 2 anos que estou no azul. Mas quando se trata de viagem em euro, ai, ai, ai, o bicho pega. Eu, na minha inocência, fiz como o Márcio Jardim, do blog (e livro!) Tô Indo Pra Itália, e planejei quanto gastaria em hotel, comida e presentes. Mas chegando lá, não sei o que acontece, o vulcão Etna soy jo hehehe. http://toindoparaaitalia.blogspot.com.br/

Dá um desvairio mesmo. A gente explode de alegria e felicidade e quer que todo mundo que a gente gosta fique feliz também. Então, compra presentes mesmo dizendo que dessa vez não compraria nada pra ninguém.

E também compra uns trecos que, provavelmente, ninguém compraria, como – por exemplo – esse dragão. Então, por que eu comprei? Porque é o meu signo chinês e eu tenho coleção de dragões em casa, porque me lembra os ovos de dragões de Game of Thrones e porque é uma peça belíssima para eu me recordar da maravilhosa Siena e suas corridas de cavalos representando os bairros ( todos com símbolos de animais).

Agora, como tudo na vida é contração e expansão, tenho que segurar a peteca até setembro pra reequlibrar de novo.

Mas veja bem, se o sonho da sua vida é ir para a Europa, você não precisa gastar que nem a louca que vos escreve. Por exemplo, esse casal querido aluga um quarto em seu belo apartamento (perto do Vaticano), em Roma, por cerca de 40 euros por dia. E cabem umas 3 pessoas! https://www.facebook.com/anna.m.clementi

Você também não precisa ficar em hotelzão, em Firenze, pode ficar em um Bed and Breakfast delicioso, com essa vista incrível, cujo café da manhã já é um almoço, o B&B Florence View: http://migre.me/eskLF

 Tem jeito pra tudo. A única coisa que não tem jeito é você viver dizendo que nunca realizará o seu sonho porque não tem grana. Como diz o escritor: “Problema de dinheiro não se resolve com dinheiro, resolve com criatividade!”

“Nada lhe pertence mais que seus sonhos” – Friedrich Nietzsche

Para o alto e avante!

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O que fiz de bom por mim? contraindo para descontrair

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Dia 57 – Quando viajamos, nos agarramos às nossas raízes
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Gisela Rao

> Blog VAE subirá 11h :)

Toda viagem tem uma doideira, a nossa foi voltar do sul para o norte da Itália porque achamos que fecharíamos com chave de ouro a jornada fazendo uma excursão pra 5 Terre, as 5 cidadezinhas na costa da Riviera Ligure. São elas: Monterosso, Vernazza, Riomaggiore,Corniglia e Manarola (patrimônios da Humanidade pela UNESCO).

Quando chegamos lá, nos decepcionamos um pouco. Não sei se porque já tínhamos viajado antes por lugares deslubrantes ou se não vimos as cidades de cima (como essas fotos no Google). De qualquer forma, valeu porque são cidades charmosas e pela excursão, que é uma incrível possibilidade de conhecer gente de todos os continentes.

Essas férias foram fantásticas! Acho que a coisa mais importante foi voltar a se agarrar às raízes, porque eu estava muito estressada, esquecendo de mim. Viajando, me conectei ao começo da história da civilização em Roma, Pompeii etc e, principalmente, aos antepassados em Amantea (Calábria), terra do meu avô.

Quando nos agarramos às nossa raízes, voltamos à nos autoconhecer, voltamos a prestar atenção na vida, nas suas maravilhas, suas dores, alegrias, mistérios. Dessa vez, não foi uma viagem espiritual. Eu diria que foi uma viagem cultural e, principalmente, social porque pude conversar com dezenas de pessoas sobre seu país, sua cultura, suas expectativas. O olhar foi mais para a alma humana. Gente da Cisjordânia, Hungria, Estados Unidos, França, Singapura, Argentina, Austrália etc etc. Lembrei do site http://www.7billionothers.org (um documentário maravilhoso, onde fazem as mesmas perguntas para centenas de gentes do mundo inteiro).

Fomos gentis, retribuímos gentileza, fomos generosos com pessoas, animais, com o país. Talvez isso já se possa chamar de espiritual, não é?

Aproveito para agradecer a todas as pessoas do VAE que “viajaram” com a gente e que torceram para que tudo desse certo. Para finalizar, a foto mais bonita da viagem:

Para o alto e avante!

 

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O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? honrando as raízes

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Dia 56 – A vida com desmedo
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Gisela Rao

A viagem de trem da Sicília para a Calábria foi cansativa, mas interessante. Primeiro, porque eles dividem o trem em dois e colocam cada pedaço em uma balsa para fazer a travessia. Segundo, porque conhecemos um alemão engraçadíssimo e dotado de um senso de direção impressionante, que salvou a pátria quando não conseguíamos encontrar a “carozza” do trem onde estávamos (quando a balsa já estava chegando no destino).

Chegar na terra onde meu avô nasceu (Amantea) já é por si só emocionante. Ser tratada, de cara, como filha por essa senhora fofa (dona Ilda), então, é emocionantíssimo.

Nós a conhecemos visitando uma das igrejas dessa cidade única, de 17 mil habitantes. Eu acho que ela projetou a filha que mora nos Estados Unidos em mim e só faltou me carregar no colo. Ela encheu nossa mochila de limão. Coisa di mamma mesmo.

A cidade é bem legal. Embaixo do morrão tem a parte nova, com um bom comércio. A parte de cima é muito antiga, com casinhas velhas, mosteiros, igrejas e ruínas do tempo em que o povo ficava ligado para ver se chegava navio invasor.

Mas o que mais me chamou a atenção é que eu nunca tinha visitado uma cidade-casa. Cidade-casa é um lugar onde todo mundo se conhece e se confia. Então, você vê bicicletas na rua sem cadeado, casas com as portas abertas, quadros do pintor na rua secando (sem ele por perto) etc etc. Esse clima leva a um “desmedo” que os brasileiros, principalmente paulistas e cariocas, não tem ideia do que seja. A gente voltou do Ristorante Clarissa (antigo mosteiro) 10 da noite, descendo a pirambeira, numa boa. É uma sensação indescritível.

A única coisa triste da cidade são seu gatinhos pobres. São muitos e dá muita pena de ver porque estão bem doentinhos. Compramos comida para eles. Bom, pelo menos tiveram uma refeição legal na vida.

 Amanhã, vamos embora lá para o meio-dia, antes disso farei um ritualzinho em agradecimento ao avô que, infelizmente, não conheci.

Para o alto e avante!

 

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O que fiz de bom por mim? vida sem medo é tão legal

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Dia 55 – Basta’s Day
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Gisela Rao

Hoje é o nosso ultimo dia na Sicilia e deixamos o apartamento charmosissimo da mega atenciosa Veronica e filha. Pra quem quiser alugar com ela, quando vier a Taormina: infoapartament@gmail.com

  

Como é o nosso ultimo dia, resolvemos ficar no Hotel Taodomus. A gente adora o hotel, as pessoas que trabalham nele (Maria, Alfio e todos os outros) e o café da manha (desculpe a falta de acento, mas o nosso wifi estah com problema e estamos com o computador do hotel).

O Basta’s Day aih em cima é porque a partir de hoje a gente nao compra mais nada e nem come mais como dois gauleses. Agora vamos mais pianinho, senao a jiripoca vai dançar tarantela quando voltarmos hehe. Eu me matei na Kiko (cosméticos), nao teve jeito, entre outras coisinhas, e a gente tah ha 9 dias comendo praticamente pasta e doce, aih vc imagina

Deixar a maravilhosa Taormina sempre é dificil, mas a vida vai sempre avanti e o desapego faz parte, né?

  

Tivemos bons momentos nesses 9 dias:

Momento Homer Simpson: quando B.L. pediu batata frita com espaghete e eu tasquei alcaparra salgada que era o diabo (que eu tinha acabado de comprar) no meu , estragando o prato da Trattoria Da Ugo.

Momento Sexta-Feira 13: quando pegamos um taxista informal em Catania e o moço tinha muita cara de treta e achamos que a gente ia ficar com um rim a menos ahahhaha. Credo, que horror

Momento “Ai-pomba-se-eu-te-pego”: quando eu tinha acabado de dizer pra B.L. que nunca tinha levado cag— de pomba e, 5 minutos depois, uma cag– na minha mao e no meu iphone. Pomba ordinaria hehe.

Momento Bandeira 2: quando fomos visitar Aci Castelo e tivemos que pagar mais que o combinado pro taxista porque B.L. ficou tirando foto de cada centimetro do castelo, incluindo a pomba.

  

Momento Tonhonhonhonhoim: Quando eu estava falando maravilhas sobre o Brasil para um casal de americanos, aih o homem vem e fala: “Ah, eu li sobre o Brasil esses dias, que uns rapazes em uma van sequestraram um casal de turistas americanos e estupraram a moça” (quase que eu respondo: e nos Estados Unidos nao tem estupro, nao, neh, véi?)

Momento “Ih, ficou pequeno”: Quando comentei com o cara do caixa do restaurante que o prato estava quente e a mulher dele me fuzilou com o olhar, entao, nao sei se falei Voce é sexy e vou te pegar todinho ahahahahah.

E vamo que vamo. A Calabria nos espera amanha!

Para o alto e avante|


Dia 54 – A gente ajuda como pode
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Gisela Rao

Ontem foi a “Festa della Liberazione” na Itália, um dia mega importante que relembra a saída definitiva dos nazi-fascistas da Itália (em 1945).

Mas a Itália está triste. Se você conversar com qualquer italiano, de qualquer idade, eles te dirão que estão tristes com o governo e com a economia. Teve gente que chegou a dizer que “roubaram a democracia deles”. Para você ter uma ideia, a taxa de desemprego entre os jovens aqui é de 30% . Enquanto no Brasil, a de emprego é a maior do mundo desde 2008.

Fiquei pensando como eu podia ajudar a melhorar o clima, então criei a campanha “Por uma Italia mais sorridente”. Bom, os europeus são tão discretos que andar vestida de galinha na Itália parece a coisa mais normal do mundo hehehe

Mas várias pessoas aderiram à campanha e, pelo menos, sorriram por um dia.

Pois é, a gente ajuda como pode 

Para o alto e avante!

 

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O que fiz de bom por mim? sorrindo por um dia )

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