Blog Vigilantes da Autoestima

Dia 97 – A compreensão dá um tapa na ignorância
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Gisela Rao

Tem duas pessoas que admiro muito no momento: Padre Paolo Parise e Marcelo Haydu. Um, recebe centenas de imigrantes (principalmente do Haiti) na Igreja do Glicério (SP); o outro tem o Instituto de Reintegração do Refugiado (ADUS) e recebe pessoas da África, Síria e de lugares onde a vida está por um fio.

Padre Paolo (Folha de S. Paulo)

Padre Paolo (Folha de S. Paulo)

Marcelo Haydu e galera da África

Marcelo Haydu e galera da África

Casal de sírios

Casal de sírios

Família da RDC

Família da RDC

Comecei a me interessar por esse assunto há 1 ano, provavelmente porque mexe com meu Complexo de Rejeição. Não, não consigo pensar em alguém mais rejeitado e em uma situação mais difícil do que os imigrantes e refugiados. E que injustiça! Os preconceitos são vários, mas preconceito é o rei da ignorância. E esse post pretende rebater todos:

1- Refugiado e imigrante não tem capacitação – Errado! A gigantesca maioria têm uma profissão. O Alphonse, por exemplo, que você verá abaixo fala inglês, francês e português. São pessoas que tiveram que sair de seu país de origem por estarem sendo perseguidos por motivos de raça, religião, opinião política, orientação sexual, nacionalidade ou associação a determinado grupo social.

2- Os refugiados vão roubar nossos empregos – Errado! Saiba que o dobro de brasileiros está morando, nesse momento, em outros países.

3- Os refugiados trazem doenças – Afe! Nem vou perder meu tempo comentando essa

4- Os refugiados vão me assaltar – Eles não são criminosos. Uma das condições para que uma pessoa tenha seu pedido de refúgio reconhecido é não ter cometido crime em seu país de origem ou em quaisquer outros locais.

5- Eu não tenho nada e ver com essa gente – Errado! É por pensar assim que o mundo está indo pro ralo. Lembre-se de que seu bisavô ou avô provavelmente também foi um refugiado ou imigrante sem eira-nem-beira como o meu hehe

Nesse sábado, fomos conhecer a ONG do Marcelo Haydu porque, junto com a Luciana Maltchick, tenho um projeto que espero que ajude bastante a reintegração dessa gente tão sofrida, tão inteligente e tão legal.

Refugiados de várias partes do mundo

Refugiados de várias partes do mundo

Graaaande Alphonse Nyembo

Graaaande Alphonse Nyembo

“Qualquer forma de amor é um trabalho de paz'' – Madre Teresa de Calcutá

 Para o alto e avante!

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Você pode ajudar também:

http://www.adus.org.br/

Igreja do Glicério: Rua Glicério, 225 – Liberdade – (11) 3340-6950

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Rosinha – o livro do VAE, na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> O lado bom da impulsividade http://zip.net/bwqVyV

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> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Se não hoje, quando? – http://migre.me/eVKJy

giselarao@uol.com.br


Dia 96 – A imperfeição é o “cara”
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Gisela Rao

Minha super cliente é a empresa Sanofi, com quem trabalho há 5 anos. No outro domingo, fui dormir à tarde e acordei às 6 pm. Enquanto eu lavava o rosto, pensei que um dia poderia apresentar o Prêmio Medical Services (menina dos olhos da Sanofi). Cinco minutos depois, entrei no face e havia um recado da Renata Nunes dizendo que o apresentador oficial (Wellington Nogueira) estava doente e perguntando se eu poderia substituí-lo. Tomei um susto. O que é a mente e seus mistérios… Fiquei chateada pela Wellington, que conheço de loooongas datas, mas claro que eu aceitei e claro que eu não tinha um sapato de salto alto. Fui correndo comprar. O vestido eu tinha. O mesmo que usei no réveillon e no meu casamento civil hehe.

O evento era no dia seguinte e mal deu tempo de entender a mecânica do roteiro. Detalhe: a Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa e o novo Presidente da Sanofi estariam ali na primeira fileira, bem na minha frente.

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Pensei que seria um esquema parecido com as minhas palestras, só que não. Metade da platéia era formada por médicos sérios pra caramba. Mandei a primeira piada, ninguém riu. Mandei a segunda piada, ninguém riu. Eu já me vi assando na fogueira, mas aí comecei a me atrapalhar toda com o teleprompter, vulgo photoshop da memória. Então, comecei a rir da minha própria atrapalhação e o gelo foi quebrado. Quando isso aconteceu pude ficar confortável sendo eu mesma: 0 convidado trapalhão hehe. Me atrapalhei muitas vezes até o final do evento, inclusive mandando a platéia par acasa antes do tempo e tendo que voltar atrás : | Mas foi muito divertido e muita gente veio me parabenizar depois, incluindo o staff hehe.

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Tem duas coisas legais aí. Confirmar que não existe algo que dê mais certo na vida do que ser você mesma(o); e como as pessoas se identificam com a imperfeição. Todos nós sabemos que trupicamos em muitas coisas o tempo todo, mas a gente esconde por vergonha e nem imagina como seria bom pro Planeta se assumisse o nosso próprio poema-em-linha-reta-de-Fernando-Pessoa.

“Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!'' – Fernando Pessoa

Agradeço à Sanofi por ser minha grande parceira nesses anos, por sempre apoiar meus projetos e, principalmente, por aceitar meu jeito Gisela Rao de ser. Você acha isso fácil? Uma vez um cliente pediu para eu não ir em uma reunião onde estaria o novo Presidente porque eu era muito alegre hahaha.

Para o alto e avante!

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Dia 95 – Por que é tão difícil ‘des-eusar-se’
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Gisela Rao

 

Quando estive no Congo, praticamente participei de um Big Brother com mais 12 pessoas na casa, durante 40 dias. Na minha opinião, a coisa mais importante em viagens é se autoconhecer. Dentro disso, um dos colegas de trabalho fez uma observação: “você usa muito 'eu' nas conversas''. Comecei a prestar atenção e vi que ele tinha razão. Não tinha me dado conta. Mas fico me perguntando se isso é uma mania só minha.

Na semana passada, no Facebook, contei 10 selfies seguidos, de pessoas diferentes, na página inicial. Chega a cansar. Por algum motivo o “eu'' assumiu o poder. É muito difícil contar alguma coisa sem que o outro emende um “Comigo também…'' ou coisa do gênero. O ruim é que prestamos menos atenção nos outros, não validamos seu sentimento e a vida vai ficando mais murcha e desinteressante. Mas tem gente nadando na contramão. É o caso da artista plástica Marina Abramovic. Ela estava com uma exposição em São Paulo e as pessoas podiam se inscrever em um método  onde o visitante ficava 2 horas e meia sem falar. Eu me inscrevi para esse domingo passado, mas arreguei. Amarelei de ficar nua e crua diante de mim mesma, sem ego.

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Aliás, estou fugindo desse encontro com minha consciência, minha alma faz tempo. Pois só assim sei que encontrarei respostas para um assunto muito importante. Acabo me perdendo pelos filmes, ou internet da vida, ou me atracando a mim mesma e tentando mostrar pras pessoas como sou legal. Ego!

Me desafiei a ficar essas 2 horas e meia em silêncio, em casa mesmo, dentro da barraca de camping que a gente tem, como um útero. Útero esse da mãe onde fazíamos tão bem esse negócio de ficar em silêncio – sem saber de nós mesmos. Topa o desafio também?

Para o alto e avante!

“O MEU DIA FOI O MAIS DESONESTO E BANAL POSSÍVEL: FUI A ACADEMIA, FEIRA, LAVEI MINHA FARTA CABELELEIRA E SEQUEI, TOMEI SUCO, COMO NÃO QUESTIONO MORALIDADE, POIS ISSO SERVE PRA QUÊ? NÃO É DE COMER!
REVERBEREI, REVERBEREI, TE/VOS DELETEI (MEIO MUNDO DE GENTES BOAS DEMAIS!).
DEI OUVIDOS ÀS MINHAS AMORALIDADES E DEITEI COM A INTENÇÃO DE CONTINUAR A LEITURA DE UM LIVRO.
E ME APAGUEI VESTIDO (GERALMENTE DURMO NÚ), ACORDEI PENSANDO QUE ERA TARDE DA NOITE, E NA MINHA ESTUPIDEZ TOMEI DECISÕES SEM PENSAR.

FIZ CAFÉ COM LEITE E COMI ROSQUINHAS. MAS NÃO BATEU BEM DE BARRIGA VAZIA E ESTOU COM ÂNSIA DE VÔMITO.
UM ANJO DESCEU E ME DISSE QUE ESTOU GRÁVIDA DE JESUS. TOMEI UM ANTIÁCIDO E PRETENDO COMPRAR FRANGO ASSADO PRO DOMINGO QUE VEM (NÃO EXISTE O CÉU PARA OS GORDOS; “TODOS OS ANJOS E SANTOS SÃO MAGROS!'' . O JUDAS TADEU (É SANTO DO QUE?) OUVIR AS MINHAS PRECES! VOU ACENDER PRO EXPEDITO TAMBÉM PARA GARANTIR A GELADEIRA CHEIA DE CERVEJA E FEIJÃO COM O REMÉDIO DA GRIPE AO LADO DO PINGUIM. GENTE DESCOBERTA E DESONESTA TAMBÉM ORA, SONHA E COME E GARANTE ATÉ A FAROFA!
JÁ ESTOU NO INFERNO, PERO FIQUEI MAGRO! E VOCÊS QUE AQUI LÊ, TODOS REDONDOS, WHY?
AMÉM Y TOTAL ECLIPSE OF MY HEART'' – Marcio Branquinho, um poeta genial do Facebook que sabe se desnudar como ninguém.

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https://www.facebook.com/marcio.branquinho

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Dia 94 – Síndrome do Des-feitiço do Tempo
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 15h :  )

Cheguei da inigualável experiência na África há 20 dias e já estou com a alma dançando Pole Dance, inquieta, pensando em qual será a próxima viagem. Às vezes, me pergunto por que não sou como tantas outras pessoas que curtem sossegadamente suas vidas pacatas. Curtem a casa, a família, o cachorro, a padaria do bairro, o shopping no fim de semana… e está tudo certo. Ontem, conversando com R.G., pensei que talvez nós dois tenhamos a 'Síndrome de Des-feitiço do Tempo'. Lembrando que 'Feitiço do Tempo' é o nome do filme em que o protagonista acorda em um dia que se repete, se repete, se repete…  Eu tenho essa coisa ao contrário no dia a dia – e R.G. no amor. O cotidiano não foi feito para nós. Ele quer mais que uma relação certinha, sempre igual, e eu quero mais do que acordar, comer, trabalhar, ver TV, dormir. Fico imaginando se isso acontece porque realmente somos pessoas sempre em fuga ou porque temos mesmo uma alma que se nutre do novo, com ânsia eterna de transformação.

Lendo o recém-lançado livro 'Jovem o Suficiente' – do lindo-em-todas-as-dimensões Felipe Gaúcho, cheguei à conclusão de que não estou sozinha nessa jornada que está sempre em busca, que sempre encontra, e que parte para uma nova busca. Felipe juntou dinheiro de todos os jeitos para fazer uma volta ao mundo aos 19 anos. A citação de início do livro já deixa tudo claro: 'Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo' (Fernando Pessoa, o desassossegado mor hehe). Já disse aqui uma vez e vou repetir: sair da zona de conforto dói, mas liberta a alma. Se um pássaro na gaiola, um animal no zoológico já é uma das maiores sacanagens da vida, imagine uma alma no calabouço do mesmismo.

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“Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês

Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73

Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome
Por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa

Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa

Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado

Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto “E daí?''
Eu tenho uma porção
De coisas grandes pra conquistar
E eu não posso ficar aí parado

Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco

É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal

E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social

Eu é que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador'' - Raul Seixas

Para o alto e avante!

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BLOG VAE INDICA

Se você quer viajar sozinha(o) mas está encanada(o), uma tremenda sugestão é o https://www.rentalocalfriend.com. Nessa plataforma você pode alugar um amigo no destino que você deseja ir e na língua que você quiser. A iniciativa é da super empreendedora Alice Moura :  )

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Dia 93 – Viagens giram a alma da gente como o Super Homem gira a Terra
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Gisela Rao

 

Faz uns dias que voltei da África, felizmente sem malária. 

Meu ciclo de trabalho lá se encerrou, mas de nova vida começou. Viagens têm esse poder de fazer uma rotação na alma da gente. Essa coisa meio 'Super Homem'' que girou a Terra ao inverso para salvar a amada. Viagens giram para frente nosso espírito de uma forma tão rápida que, às vezes, nem sei se o cérebro acompanha. Então, alguns miolos ficam meio soltos, pulando como pipocas na manteiga da panela. Depois, tudo se encaixa. Ou não :  )

By Paula Rocha do Amaral

By Paula Rocha do Amaral

Nesses  40 dias no Congo, trouxe tanta coisa na bagagem da alma que quase não passa na alfândega. Aprendi que existe a “Síndrome de Dogville'', inspirada no filme de Lars Von Trier, que é quando você tenta agradar todo mundo – e isso é humanamente, santamente e diabomente impossível. E  que quando você faz isso vai perdendo o seu poder interior porque as pessoas começam a sapatear na sua cabeça. Aprendi a curar minha própria “Síndrome de Dogville''. Aprendi a usar menos o “eu'' e mais o “você''. Reaprendi que macaco que muito pula, acaba levando chumbo. Aprendi que talvez goste de ser um macaco que muito pula ahahaha. Aprendi que muita gente não tem ideia da imensidão dos seus talentos – o que é uma pena. Aprendi a viver sem whatsapp & cia porque meu iphone voltou possuído e só faz o que ele quer.

Aprendi a amar mais ainda as viagens e que dá pra cuidar de quem precisa em qualquer lugar desse Planeta véio e sem porteira. Uma cuidadinhazinha que seja. Um remédio contra malária, uma banana pra um macaco presidiário de zoológico, uma bola de futebol para uma criança que foi abandonada pelos pais porque acharam que ela desenhou o olho do coisa-ruim, um cumprimento na língua nativa, um tchauzinho de mão na caçamba de um carro. E acima, muito acima, acima mesmo de tudo aprendi que – nossa – Amyr Klink tem mesmo razão quando diz que “o pior naufrágio é nunca partir''

By Café com Psicanálise

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 Para o alto e avante!

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Você ajuda a humanidade, pelo preço de um ingresso de filme ruim, clicando aqui:

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Dia 92 – E quando a gente perde as referências?
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Gisela Rao

Muita gente quer viver em outro país e, realmente, é uma das experiências mais intensas da vida, mas vou ser bem sincera: depois de um tempo fora de casa você percebe muita coisa. Parece que vivi 1 ano nesse 1 mês e pouco. A coisa mais estranha, na minha opinião, é perder as referências. Você não tem mais a amiga de longa data para almoçar no sabadão, não tem a padaria da esquina, nem aquela manga que você ama e comprava em qualquer quitanda, o abraço do marido no café da manhã, a felicidade da gata te esperando na porta de entrada, as pessoas na rua não falam a sua língua… e às vezes a gente realmente se sente uma estranha no ninho. E olha que aqui sou chamada de “la Reine de Bonjour'' (a Rainha do Bom Dia), porque tento ser simpática com todo mundo. Já falo algumas frases em lingalá e monokotuba e, claro, aprendi muitas em francês.

A verdade é que dá uma carência estranha, que faz remexer umas coisas dentro da gente, como por exemplo nossas perdas. Nesse período, tenho sonhado muito com a minha mãe, penso muito nela, ela faz falta. Percebo que quando perdemos a mãe ou o pai amados, depois de um tempo a dor não some, só fica aprisionada como um gênio na garrafa. Mas nesses momentos de fragilidade emocional, a rolha sai e a dor volta a fica entalada na garganta, lembrando a gente como é difícil o desapego. Depois, o dia nasce e conhecemos algo ou alguém novo, assistimos a uma missa com o coral congolês mais afinado do mundo, vamos a um restaurante diferente, compramos pequenos elefantinhos de madeira e tudo volta a caminhar “caminhando e cantando e seguindo a canção'' :  )

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“Mas não existe distância entre dois corações que se amam'' – como já dizia o Astronauta Roger – e a família dá uma força,  meu amor dá uma força, minha gata dá uma força (B.L. manda fotos semanais : ), minhas psicólogas-amigas dão uma força, minhas amigas-psicólogas dão uma força. E, no final das contas, você mesmo se dá uma força, afinal, quem tem autoestima perde as referências mas jamais se perde de si mesmo.

Não, nunca, jamais, em tempo algum desista de morar fora em algum momento da sua vida.

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Para o alto e avante!

“Crescer impõe dizer adeus. E essa é uma palavra difícil porque ficar é muito mais fácil.
Deixar para trás, envelhecer, tomar novos rumos, evoluir, morrer… tudo isso faz parte, mas nem por isso é menos doloroso.
Rindo ou chorando descobrimos que existe beleza na dor, na saudade, naquilo que vivemos e não existe mais, nas pessoas que se foram mas ainda vivem dentro de nós, nos lugares que visitamos, nas paredes que foram testemunhas de nossas lutas, dores, amores, dúvidas, mudanças, arrependimentos, amadurecimento…''


Fabíola Simões

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Dia 91 – A vida é curta demais para não se achar bonita
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Gisela Rao

Ontem à tarde, R.R. postou o novo vídeo da Dove no meu inbox, no Facebook. Respondi: “Oba! Vou ver''. Já faz algum tempo que sou fã da marca e dos seus vídeos-contra-a-maré ajudando a convencer a gente de que a beleza de cada um é o que interessa, o resto não tem pressa. Já chorei e compartilhei milhares de vezes esses vídeos-presentes pra autoestima.

A nova ideia é muito bacana e, nossa!, como me identifiquei. Colocaram duas placas e duas diferentes entradas em centros comercias de 5 países. Em uma delas estava escrito “Bonita'' e, na outra, “Normal''. Nem preciso dizer que a maioria das mulheres escolheu a segunda opção para entrar.

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Sim, é triste – eu sei – e justamente o que eles querem com isso é nos inspirar a reconsiderar as escolhas que fazemos sobre a nossa própria beleza. Você sabia que um assombroso percentual de 96% das mulheres não escolhe a palavra “bonita'' para se descrever pessoalmente? Eu já tinha percebido isso nos nossos encontros do VAE, quando sempre peço três elogios de cada participante. Parece que temos vergonha de falar da nossa beleza, vai que o outro não acha.

Mas, acredito que possa contribuir com essa campanha, revelando algo que descobri com o blog: todas as vezes em que me achei mais bonita na vida foram as vezes em que eu estava mais feliz: primeira matéria sobre o Vigilantes da AutoEstima; meu casamento com B.L.; a viagem para Rússia com Patch Adams; a foto para o meu livro; a primeira vez em que fui para a Itália; a palestra sobre autoestima no TEDx; a entrevista divertida no Jô; minha formatura como voluntária da Cruz Vermelha; a visita ao Congo; entre tantos outros momentos dignos de moldura na parede da memória. O que isso quer dizer? Que não é a beleza que traz felicidade, é a felicidade que nos deixa lindas :  )

Foto by Isto É
Foto by Isto É
Foto by Cláudia Perroni
Foto by Cláudia Perroni
Foto by Katia Milanesi
Foto by Katia Milanesi
Foto by Bob Wolfenson
Foto by Bob Wolfenson
Foto by Beto Lima
Foto by Beto Lima
Foto by Marina Azevedo
Foto by Marina Azevedo
Foto by Rede Globo
Foto by Rede Globo
Foto by André
Foto by André
Foto by Anderson
Foto by Anderson

Convido vocês a assistirem a esse belo vídeo e, finalmente, a escolherem a porta da beleza, a escolher @Dove #SintaSeBonita: https://youtu.be/8pcdnqLBRmQ 

 

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Saiba mais sobre a experiência mundial Dove Escolha Bonita seguindo @Dove no Tumblr


DIA 90 – A arte de ter autoestima em qualquer lugar
Comentários 13

Gisela Rao

 

Mulheres com autoestima também deveriam ser cartões-postais das cidades, como os belos lugares.  Sim, a autoestima é o pôr do sol da vida. E não, você não precisa de nada para aumentar a sua porque ela já é alta e você nem desconfiava. Vou explicar melhor! Sabe aquela lata enferrujada da infância onde guarda os seus tesouros? A foto da sua mãe, a pétala desbotada da flor que ganhou do primeiro amor, a fitinha do Bonfim  azul que a sua avó trouxe da Bahia… Por um momento, tire tudo isso de dentro e comece a colocar as suas qualidades. Coloque uma primeiro – a maior de todas –, depois outra, e outra, até juntar um monte. Pois é, autoestima é isso: o conjunto das suas qualidades que nunca escorrega, nem foge, nem se perde, nem desbota como a tal pétala da flor.

Foto bt Erick de Vasconcelos

Foto by Erick de Vasconcelos

Foto by Erick de Vasconcelos

Foto by Erick de Vasconcelos

Foi assim, juntando todas as coisas que sei que são boas em mim, que joguei meu valor lá no alto, que entendi que beleza era ser eu mesma em qualquer momento, em qualquer lugar. Sim, mesmo filmando no meio do Congo; mesmo – e principalmente – vestida de palhaça para alegrar as crianças; mesmo quando a calça não serve ou o batom não combina; e mesmo quando alguém diz: “Cruz credo, isso está horrível em você!''. Sim, também aprendi que autoestima é pouco se lixar para a opinião dos outros, afinal, lembre-se: ser você mesma é o maior poder que existe =)

Foto by Frank de Abreu

Foto by Frank de Abreu

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Decidi ser bonita um dia em que eu estava de bobeira, esperando meu marido elogiar a cor nova do cabelo. Ops! Peraí, pensei. Pra que esperar sempre a validação dos outros? O elogio? O curtir da nova foto no perfil do Facebook? E foi assim que decidi ser bonita e pronto! E aprendi a me validar, a me elogiar e a curtir a minha própria imagem.

Para o alto e avante!


Dia 89 – O dia em que vi a vida
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Gisela Rao

Dez minutos após o mestre Itaoã Lara sugerir que eu ficasse mais desapegada da internet e afins, meu notebook queimou a fonte e Afonso II, meu iphone, entrou em colapso. E eu, dias depois, precisei de um restart que só mesmo os chineses acupunturistas espalhados pelo mundo (incluindo a África, são capazes de dar. Não vou dizer que foi o poder da mente brilhante e chicoteadora de Ita que criou o Deus-nos-acuda dos eletrônicos, mas que o céu da África tem um zirigudum especial, isso tem. Também tem uma eletricidade libomá (maluca) que some e quando volta me lembra o tufão nos quadris das mulatas do filme de Walmor Pamplona. No caso do note, deu para trocar a fonte para uma parecida que deixa o ponteiro do mouse doido a cada 10 minutos quando está carregando. O iphone ainda está no hospital.

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Tiro me chapéu para Ita e sua tese de que a vida se conecta mais sem conexão. Foi assim, sem Face, whats, Skype e câmera de fotografia que soube da existência dos passarinhos de peito azul neon, dos curiosos corvos Hitchcockianos em volta do drone, da moça de joelhos – arriada pela dor da perda do pai em frente ao hospital – da cadelinha amarela serelepe,d os pequenos irmãos ciganos que falam inglês, do francezinho de 3 anos que cumprimentou a velhinha pobre e aleijada, do refugiado ruanês que andou 4 mil quilômetros para chegar aqui, da senhora que beijou meu escapulário da Irmã Dulce quando eu disse que ela é santa etc etc e são tantos os eteceteras que eu escreveria bem mais se a ideia justamente não fosse desconectar hehe.
Aproveite a vida. Ela não tem reload.
Para o alto e avante!

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A homenagem de hoje do blog VAE vai para o Walmor Pamplona, pela paciência de platina e pelas sinapses mais pista-expressa que conheci na vida : )

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Dia 88 – “Talangai” – Olhe para mim
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Gisela Rao

Talvez a recente tentativa de tirar a própria vida de minha amiga M. esteja ligada por um fio de seda fininho com a África, o continente esquecido. Ambas clamam por “Talangai'', que em congolês significa: “Olhe para mim!''

Enquanto M., em depressão, precisa da atenção das pessoas para se sentir pertencendo, a África se esforça para atrair os turistas que nem sequer imaginam como suas paisagens, sua culinária, seu gingado, seu canto e dança são lindos maravilhosos. Não, na África não tem uma torre alta e iluminada, nem um arco-sei-lá-de-que-triunfo, também não tem ruínas gregas ou coisa do gênero, mas tem um povo cuja maior atração é a verdadeirice. Gente autêntica que não sabe bem o que é usar uma máscara, a não ser em apresentações sobre seus antepassados. Aqui, as emoções, expressões fluem livres como um galho de árvore no Rio Congo.

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Mas a ideia desse post nem é apenas falar sobre a África, mas sim sobre a conversa rápida de hoje com K. – que socorreu M. a tempo . Ela me disse como é triste isso da gente, no atropelo da vida, quase nunca ter  tempo para enxergar o outro. Talvez se a gente enxergasse, ouvisse e cuidasse uns dos outros, nem haveria depressão, nem nada das coisas que achamos que se resolvem com tarja preta.

Dez minutos após a conversa, pedi para E., sentado aqui ao lado, perguntar ao guarda noturno se ele estava com fome. E. apenas respondeu: “Estou ocupado agora''. Me pergunto: o que pode ser tão mais importante do que uma pessoa com fome? Levantei e fui levar um iogurte.

Talangai. Talangai. Talangai.

Para o alto e avante!

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A homenagem de hoje do blog VAE vai para o Dudu Poiano, que sabe me dar umas chacoalhadas nas horas certas :  )

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Rosinha – o livro do VAE, na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> O lado bom da impulsividade http://zip.net/bwqVyV

> Atitudes que podem mudar seu casamento http://zip.net/bfpBMQ

> Por que deletamos o pause?  http://zip.net/btqwdL

> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Se não hoje, quando? – http://migre.me/eVKJy

giselarao@uol.com.br