Blog Vigilantes da Autoestima

Dia 73 – Viagens que encaleidoscópiam a gente
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Gisela Rao

Existem dois tipos de viagem: Mosaico e Caleidoscópio. Na primeira, você acrescenta coisas na sua forma de existir. Na segunda, você acrescenta coisas, mas volta totalmente chacoalhado. Você vai assim:

Foto: www.rac.com.br

Foto: www.rac.com.br

E volta assado hehe. Nem precisa dizer que essa viagem para a Rússia chacoalhou todos os meus neurônios.

Foto: www.vagalume.com.br

Foto: www.vagalume.com.br

Começou quando eu estava com um medo danado de ir para lá e fiz um super trabalho com a minha amiga Lúcia Rodrigues, especialista em Criatividade Quântica, para tirar essa emoção da jogada. E terminou comigo no aeroporto da Alemanha – sábado – aguardando a conexão para o Brasil e recebendo, por Skype, a notícia que Lúcia havia partido para a Grande viagem sem volta. Chorei lá mesmo, na salinha da Lufthansa :,- ( E dedico a ela esse post, aliás, essa viagem!

Essa jornada chacoalhou minhas sinapses em todos os níveis que você imaginar: descobri que é muito mais fácil alegrar as crianças do que eu imaginava (e em qualquer estado de saúde que elas estejam); que eu ainda sofro com rejeição (e tinha panelinha braba no grupo de Clowns); que ainda projeto meu pai em algumas pessoas que – obviamente – não retribuem como eu gostaria (pessoas = Patch Adams); que ainda tenho Complexo de Patinho Feio (porque as palhaças mais bonitas e jovens tinham, digamos, mais lugar ao sol); que – sim – preciso de atenção; que alegrar uma criança ou idoso por alguns minutos vale um pouquinho pra gente, mas um muitão para eles…

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Que um grupo unido por uma ação humanitária é a coisa mais forte que existe; que a minha saúde é meia-boca mas aguenta o tranco; que eu não preciso me culpar por não ter estado presente 100% do tempo (tive que fugir, às vezes, pra conhecer a cidade e também para melhorar o pulmão/laringe); que eu nunca mais viajo na friaca; que ir pra um lugar sem falar nada de língua e eles nada de inglês é treta (saí pra procurar um Museu e achei um Shopping hehe); que deu vontade de sumir com os palhaços que me rejeitaram como nos livros da Agatha Christie hehehe (O Caso dos Dez Negrinhos); que liberdade é tudo na vida e que um país que proíbe que um gay se assuma não merece o meu retorno, mesmo que tenha lindos lugares…

Que nem todo mundo que fala sobre amor, pratica; que eu agradeço imensamente a quem participou da rifa pra ajudar na viagem; que voltei valorizando mais ainda meu marido e meus amigos; que existe gente que definitivamente vive para ajudar os outros; que quero começar a alegrar as crianças e velhinhos no Brasil (sim, agora estou mais autoconfiante); que o Patch Adams é a alma mais nobre que conheci na vida; que viajar vale cada centavo do crediário hehehe; que Vanina Grossi é a pessoa mais talentosa que conheci (com o barquinho na mão); que “mar manso não faz bom marinheiro'';  que “o oposto de conforto é confronto'' (Renato Gonçalves)…

E que, claro, a vida deveria ter mais palhaços :  )

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 Para o alto e avante!

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IMPORTANTE

Cheguei de viagem e trago na mala duas novas palestras: “O Poder da Generosidade'' e “A Força do Trabalho em Grupo''

Se alguém conhecer alguma empresa que tenha interesse, é só dar um toque: giselarao@uol.com.br

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O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

 


Dia 72 – “Não desista nunca, nunca, nunca”
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Gisela Rao

 

Agora eu entendo porque Napoleão e Hitler perderam a guerra para a Rússia: o frio aqui é um desespero e nem é inverno ainda! Mesmo usando duas calças, duas meias, dois casacos e um gorrão não consegui evitar a laringite. O Corpo até fica protegido, mas é o rosto quem sofre. Parece que fazem maquiagem na gente com gelo. Cruz Credo! O pulmão, então, nem se fala. Então, tive que ficar um dia de molho e comprar um inalador. E nem posso reclamar, tem gente pior. A minha amiga canadense teve que voltar por conta de uma úlcera e um palhaço americano esqueceu que estava no beliche (no trem) e se esborrachou, quebrando a costela.

Meu boneco Ronaldinho (ele foi apelidado assim pelos palhaços italianos) está fazendo sucesso entre as crianças e os anciãos. 

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Entenda por anciãos, russos heróis de guerra que lutaram contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial do jeito que dava. Lutando no front, cuidando na enfermagem ou fabricando bombas e armas. Gente animada e querida, que curtiu  dançar, cantar e se divertir com os “paiaços''. Dia a dia compreendo cada vez mais o significado da “família de clowns''. Eu que sou uma eremita da gema, comecei a relembrar a força que tem o grupo e agradeço imensamente à russa Eugenia por ter procurado comigo uma acupuntura aqui na casa do car@%$@ e ficado na sala de espera por duas horas, enquanto a especialista Mongol fazia uns tratamentos completamente doidos como esfolar as minhas costas com um pedaço de plástico duro. Não, não é coisa de Deus, mas que sarei da baixa energética, sarei hehe.

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São pessoas de todas as partes do mundo: Itália, Argentina, Holanda, Estados Unidos, Austrália, Bielorússia etc etc. Gente com as mais diversas histórias. Gente que perdeu a família em terremoto, ou que o filho preferiu não viver mais, gente que vai em campos de refugiados alegrar as crianças, que é médica e perde muitas coisas para ficar no hospital com uma palhaça doente etc etc. Se alguém me perguntar o que está sendo uma das melhores coisas da viagem, certamente responderei que são meus novos amigos.

Acho que um outro momento muito especial aconteceu com esse moço. Sim, ele é muito bonito e é autista. Isso significa que tem uma mente de criança em um corpo de homem. Fiquei imaginando como poderia manter uma comunicação com ele porque as moças, encarregadas do local, apenas diziam que ele era autista e que não tinha jeito. Mas, assim como Churchill, eu não desisto nunca, nunca, nunca e consegui me aproximar  através do som de uma campainha que um dos palhaços havia trazid0. A verdade é que todo mundo quer amor, todo mundo quer… “Quem tem medo quer amor, Quem tem fome quer amor, Quem tem frio quer amor. Ele quer. Ela quer. Ele quer. Ela quer.Todo mundo quer amor de verdade…'' (Titãs)

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Como diz o Patch Adams não é o humor o melhor remédio, é a amizade.

Para o alto e avante!

 

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AGRADECIMENTO ESPECIAL!

Ao Eugênio, guia show de bola (que fala português melhor que eu), em Moscou :  ) http://www.passeio.org/

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Dia 71 – Nós e nossa lagoa de cisnes
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Gisela Rao

 

Foi muito estranho fazer aniversário no avião, sem amigos, marido ou família por perto. Mas a vizinha ao lado, uma cearense gente boa, foi a primeira a dar parabéns, enquanto a gente passava em cima do oceano Atlântico. Mas chegando em Moscou, ganhei o bolo mais lindo do mundo, feito por uma família com pessoas que fazem o bem 24 horas do dia. Foi muito muito legal ouvir parabéns a você em russo.

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No dia seguinte, todos os palhaços chegaram e, meia-hora depois, descobri que tinha finalmente encontrado minha lagoa de cisnes. Sim, eu sempre fui o Patinho Feio, a estranha, a doidinha, a tãntãn… E no meio dessa gente tão gente eu era apenas uma pessoa normal ahahaha.

Patch Adams é um cara incrível, que devia ganhar o Prêmio Nobel da Paz pela forma como transforma o mundo do sofrimento em alegria. Ele apenas disse para os novos palhaços como eu que todo mundo é um palhaço ruim no grupo e por causa disso não precisava ter medo de errar ou de fazer coisa errada nos hospitais. E eu tava mesmo com um medo incrível. Pensa num cara com inteligência e memória extraordinárias que é capaz de declamar um poema por 4 horas!! Sim, esse é o Patch Adams. Eu perguntei como  isso era possível e ele respondeu que, desde os 18 anos, decidiu que tudo seria possível.

Os clowns que estão aqui merecem todo o respeito de todas as pessoas do mundo. São pessoas destinadas a entender que somos todos da raça humana e que o amor é “o'' cara.

Entre catedrais divinas do século XVI, casacos de – argh – pele, e traços do comunismo; vou aprendendo que as coisas são mais simples do que eu pensava, que trabalhar em equipe é um tesão e que o sorriso de uma criança muito doente vale mais que 20 anos da minha puta vida.

Agradeço, olhando para o rio gelado, à generosidade da vida por ter me dado o poder de amar ao próximo e, principalmente, ao poder de ter aprendido a amar a mim mesma.

Sou palhaça com muito orgulho e não desisto nunca hehe

Para o alto e avante!

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Dia 70 – Vai com medo mesmo
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Gisela Rao

Finalmente chegou e no fim da semana estarei embarcando para a Rússia em uma jornada social. Não, nunca imaginei que fosse um dia para lá. A Rússia sempre pareceu ser algo muito distante, uma grande mancha azul no mapa do jogo de WAR.

Está um gelo danado lá e cada dia que passa me dá um frio maior na barriga. Paúra mesmo. Medo do novo, da neve, de não saber ser exatamente uma palhaça oficial, de ter algum quiprocó físico etc etc. Mas foi muito bom conversar com a Lúcia Rodrigues, especialista em “Criatividade Quântica'', que me ajudou a trabalhar esses medos em poucas sessões. Foi ela também quem me ajudou a superar a praga do ciúmes que eu tinha em pouquíssimo tempo.  (luciarodrigues11@hotmail.com). 

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Vai gente do mundo inteiro nessa jornada. Só eu do Brasil e mais duas argentinas, representando a América do Sul. E em momento nenhum pensei em desistir. Ainda bem. Visitando a exposição do interessantíssimo artista plástico, Luiz Bhittencourt, no Parque Vicentina Aranha,  percebi o quanto as pessoas deixam de fazer o que realmente sonham. O nome da sala da exposição é ARREPENDIMENTOS e os visitantes são convidados a escreverem bilhetes sobre o que ficou guardado em alguma gaveta do passado.

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 Mas o curioso é que a última sala da exposição chama-se ABSOLVIÇÃO. É um lugar onde você mesmo(a) pode se perdoar escrevendo mensagens positivas de amor e de paz.

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Então, é assim, vou pra Rússia desse jeito mesmo, levando na bagagem coragem, medo, calor, frio, o blog e todos os queridos Vigilantes da AutoEstima que certamente – de alguma forma – estarão indo comigo.

Para o alto e avante!

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Dia 69 – Para o alto e avante. Sempre!
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 15h!

 

Não, não acordei nem triste nem desmotivada hoje  - como tanta gente – porque o Brasil reelegeu a Dilma. Acordaria feliz e motivada até se o Chapolin Colorado tivesse sido eleito. Talvez porque tenha aprendido, com o poeta Fernando Pessoa, a me sentir bem comigo mesma e com a vida de qualquer jeito e em qualquer situação. 

“Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.'' – Fernando Pessoa

Também não acho que uma pessoa, um candidato – ou seja lá o que for – seja só seus defeitos. Infelizmente, no Brasil se pensa assim: só no negativo. Uma pena. Assim, perde-se uma grande chance de ser feliz, porque tudo na vida também tem seu lado bom e, aqui no país, a gente cag@ pro lado bom das coisas. Tenho um sentimento de revolta pelos últimos 12 anos de política, mas também de gratidão por ter conquistado muitas coisas.  Como sei que o todo é feito por pequenas partes, farei a minha parte para contribuir para um Brasil mais próspero e feliz. Porque é como eu me sinto: próspera e feliz. Porque é nessa onda que eu vibro desde que consolidei minha alta autoestima. 

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Sinceramente, me canso de tanto ódio, preconceito e de tanta lamentação, que nutrem a infelicidade nossa de cada dia. 

Para o alto e avante, Brasil!

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> Atitudes que podem mudar seu casamento http://zip.net/bfpBMQ

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> Feliz 2014. Mas feliz o que? - http://zip.net/bnmnrm

> Se não hoje, quando? - http://migre.me/eVKJy

giselarao@uol.com.br


Dia 68 – Nós e nossa busca pelo des-lodo
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Gisela Rao

 

Sexta-feira foi um dos dias mais inesquecíveis da minha vida. Foi o dia em que encontrei AnaT, recém-chegada dos EUA. Também foi o momento em que finalmente entendi o que é  ser mãe na sua forma mais profunda. Rimos e choramos juntas, conversando sobre a vida e morte de um moço que, pela sua compaixão e generosidade master, certamente já está com o Staff celestial.

Ana me trouxe um presente muito lindo, cuja simbologia foi uma grande aliada na construção da minha autoestima de tijolo: a flor de lótus. Nesse caso, o pingente é da Senhoa, uma ONG no Vietnã onde o seu filho colaborava.

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A flor de lótus está no mantra: OM MANI PADME HUM, que significa em tradução literal. “Oh! A joia do Lótus, oh da lama nasce a Flor de Lótus''. E, sim, ela caminha em direção à luz do sol, branquinha, maravilhosa. Coincidentemente, é um mantra que costumo “receitar'' principalmente para quem sofre uma grande perda, seja qual for.

Então, aproveito para registrá-lo aqui, lembrando que por mais terrível que seja a situação, que por mais que estejamos com o corpo inteiro entalado na lama, em breve nos encontraremos novamente com a luz.

Para o alto e avante!

https://www.facebook.com/senhoa

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Dia 67 – Cansei de ser gente, quero ser gato
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Gisela Rao

Eu era gente até sair meu novo exame de sangue e ver que precisava mudar meus hábitos meia-bocas de ser. Falo em relação à alimentação (muito doce e pouca verdura), falta de exercícios etc. Então, resolvi ser gato. Os felinos são criaturas extremamente disciplinadas. Nunca vou ser a rainha da disciplina, mas dá pra aprender muito com eles. Então, agora, eu faço meu ritual (com a super ajuda do hematologista Dr. Gustavo Vilela e da nutricionista Natália Colombo): acordo e tomo água morna com limão e um suco detox, dou um abraço longo em B.L., faço 15 minutos de yoga, descanso 3 minutos a cada 25 minutos no computador (mentira!), tomo mais água, faço 30 minutos do caminhada + um pouco de musculação (aparelhos gratuitos nas praças), como superalimentos antioxidantes, tomo 15 minutos de sol diário sem protetor, troquei 80% dos doces por frutas, tomo ômega 3 e – à noite- estrago tudo vendo a horripilante série “America Horror Story'' e dormindo de luz acesa ahahahaha.

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Em duas semanas emagreci 3 quilos, me sinto mais leve, mais saudável, mais feliz e com mais autoconfiança para pegar a friaca na Rússia em novembro. Mas e a espiritualidade? Ah, ela também é mega ultra importante pra gente ser saudável. E, sim,  também precisa ter disciplina pra não ficar relegada a segundo ou terceiro plano. Então, durante a yoga, aproveito pra ouvir mantra e dar uma conectada básica. Se você não tem tempo ou não é chegada(o) na práticas indianas, pode fazer coisas simples. Por exemplo, aprendi com o Everson Romero – essa figura incrivelmente interessante que estava lendo Tarô Cigano na feirinha em prol dos animais da Pollyana Coelho – a reconectar andando descalça nos parques e, principalmente, a dizer “Que benção!'' para todas as boas coisas da vida.

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Para o alto e avante! 

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Dr. Gustavo Vilela: https://www.facebook.com/drgvilela

Natália Colombo: https://www.facebook.com/natalia.colombo.5

Everson Romero: https://www.facebook.com/raven.luquesmcmorrigu

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Dia 66 – As perdas nossas de cada dia…
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 14:30h!

Uma coisa é certa: o Facebook escancarou as perdas de todo mundo. Seja de mãe, pai, avós, filhos, animais de estimação : ( Conversando com a psicóloga Teresa Vera Gouvêa, que tem o site Laços e Lutos, aprendi umas coisas. Uma delas é  não ficar falando, para quem perde alguém amado, aquelas pragas de frases: “Força! Vai passar! Tá melhor que aqui!''. Segundo Teresa, o que mais faz sentido é o longo abraço em silêncio. E não tô falando daquele abraço de 3 segundos com uns tapinhas nas costas. Para ela, o “Eu estou aqui'' deve ser dito, mesmo que à distância.

Sim, não tem como traduzir a dor do outro, não tem como impor nada à pessoa, não tem certo nem errado em relação ao tempo que dura o luto, mas podemos falar com nosso corpo e alma. Teresa diz que cada um é cada um e que a forma como se lida com perdas menores, também se lidará com as maiores. Para ela, a dor toma todo o coração, mas com o tempo, aos poucos, vai abrindo espaço, mudando de tamanho. Quando a gente perde alguém “é a dor'', dia após dia muda para''tem a dor''. Tudo ao seu tempo…

“Fico pensando na vida, nas suas nuances, nas suas estações, nos seus sons… fico pensando como é difícil interromper um olhar, um gesto ou um sorriso para um lugar que gostamos… fico pensando que, às vezes, a vida permite estender a mão e dizer adeus, ou até logo, mas noutras vezes não há tempo para despedidas, fico pensando nessa transitoriedade, tão certa, mas nem por isso menos dolorosa… fico pensando em nossas memórias e nos lugares que percorremos procurando qualquer pertence que nos traga o andar, uma fala, um gesto, porque é aí que passa a residir o que temos… '' (Teresa Gouvêa)

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Artista desconhecido

Finalizo com um belo trecho de Rubem Alves: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer''. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida'' exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a “morienterapia'', o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a “Pietà'' de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo'' - 

http://www.guiageo-europa.com/vaticano/pieta.htm

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Dia 65 – Otávio, Ana, João e Maria
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Gisela Rao

Não conheci Otávio, filho da Ana T. pessoalmente, então não sei se plantou árvore, escreveu livro ou se tem algum filho por aí (creio que não). Mas nem precisa, Otávio já está eternizado. Dono de um coração tão grande quanto o da sua mãe, estava há pouco tempo no Vietnã trabalhando e fez coisas lindas por lá.

Me lembro da Ana ter contado que, com o primeiro salário, ele comprou um quadro de um artista que estava precisando muito de dinheiro. Essa semana, Ana descobriu que ele estava ajudando uma fundação para o estudo das crianças vietnamitas, então, ela pediu aos amigos que não mandassem flores para os rituais de despedida e sim $ para a fundação.

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Assim como João e Maria trilharam a volta para a casa com migalhas de pão, Otávio espalhou generosidade pelo caminho da vida e certamente só colherá amorosidade no seu novo lar. Do seu jeito compassivo, jamais morrerá aos olhos das pessoas e do Universo.

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Para o alto e avante…

“Não há como negar: a cada porrada da vida, uma parte de nossos corações é desfeita. Ele continua a pulsar, mas seu ritmo parece sussurrar em nossos ouvidos que o mundo desabou. Algo morre, e junto das lágrimas que insistem em escorrer vem a certeza de não querer ver a cara do sol no dia seguinte. Mas o sol estará lá, nos lembrando que ele nasce do ventre da noite mais escura.

A primeira coisa a fazer é não fugir dessa dor. Pelo contrário.

Procure, todo dia, dedicar alguns momentos para ficar a sós com você mesma. Em silêncio, entre em contato com sua respiração e perceba como inspiração e expiração se sucedem numa dança sem fim. Sua dor vai aparecer, mas não a tema. Respire junto dela e pouco a pouco crie a intensão de dissolvê-la toda vez que exalar o ar. A alma do seu filho está liberta, e o amor que vocês dois podem agora compartilhar é invulnerável aos ventos dos tempos e espaços que mudam'' - Fernando Seth

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Dia 64 – Que o Zeppelin venha te buscar, querido Otavinho
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 13:00!

Era pra ser um domingo normal. Tipo acordar, tomar um suco detox comprado pronto e, provavelmente, ir à Decatlon dar uma olhada nas coisas de inverno para a viagem à Rússia. Mas não foi. Acordei, sentei pra fazer xixi, peguei o celular e lá estava a mensagem no whatsup: “o nosso Otavinho morreu num acidente de moto''. Comecei a chorar lá mesmo. Isso fez B.L. e a Sunshine levantarem correndo de onde estavam para me acudir.

A mensagem era da minha grande amiga Ana T. Otavinho é seu filho de vinte e poucos anos que morava e trabalhava no Vietnã. Ela mora nos EUA. Sim, você já ouviu falar dela várias vezes no blog. A última foi quando perdeu a sua casa num Tornado, em dezembro do ano passado, e tirou de letra como nenhum de nós certamente faria. Há um mês ela foi  ao Vietnã com o marido e o outro filho. Deu na cabeça visitar Otavio com a família inteira. Sim, a vida é uma caixa de surpresas onde o Empacotador decide o que é que sai dela.

Otávio e Ana num momento feliz de formatura

Otavio e Ana num momento feliz de formatura

Minha vontade quase insuportável de voltar à barriga da minha mãe me fez ir ao Cine Sesc à tarde. Tudo o que eu queria era me enfiar numa toca escura porque nem sempre a luz combina com a dor. Estava passando um festival de curtas do mundo. O primeiro deles era a história de um menino muito doente no hospital e de um enfermeiro. Ele queria diminuir o medo e o sofrimento da criança. Toda tarde, ele contava sobre Helius, um planeta para onde – em tese – os garotos iam quando nos deixavam para trás na Terra. Contava que nesse lugar  o ar era mais leve e portanto ele se sentiria mais leve. Um planeta onde as pessoas – que tinha morrido antes na família – ficavam esperando os que chegavam. Onde ele teria uma casa na árvore e poderia jogar futebol o dia inteiro. Um Zeppelin iria buscá-lo para fazer essa viagem.

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Otavinho, que o zeppelin venha te buscar, querido. Que sua passagem seja leve, que a sua casa seja no topo da árvore mais linda do planeta e que você jogue futebol americano o dia inteiro. Vamos cuidar da sua mamãe aqui nesse mundo véio, mesmo que ela morda a mão da gente hehe. 

Para o alto e avante…

“Quando eu morrer, filhinho. Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo. E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano. E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar. Até que nasça qualquer dia. Que tu sabes qual é.'' – Fernando Pessoa

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Rosinha – o livro do VAE!  http://zip.net/brpdN8

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> O que escondemos de nós mesmas?  http://zip.net/btn7fv

> Minha vida sem mãe http://zip.net/bhnjKD

> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Feliz 2014. Mas feliz o que? - http://zip.net/bnmnrm

> Se não hoje, quando? - http://migre.me/eVKJy