Minha Vida Sem Photoshop

Dia 97 - A compreensão dá um tapa na ignorância

Gisela Rao

25/05/2015 14h32

 

Tem duas pessoas que admiro muito no momento: Padre Paolo Parise e Marcelo Haydu. Um, recebe centenas de imigrantes (principalmente do Haiti) na Igreja do Glicério (SP); o outro tem o Instituto de Reintegração do Refugiado (ADUS) e recebe pessoas da África, Síria e de lugares onde a vida está por um fio.

Padre Paolo (Folha de S. Paulo)

Padre Paolo (Folha de S. Paulo)

Marcelo Haydu e galera da África

Marcelo Haydu e galera da África

Casal de sírios

Casal de sírios

Família da RDC

Família da RDC

Comecei a me interessar por esse assunto há 1 ano, provavelmente porque mexe com meu Complexo de Rejeição. Não, não consigo pensar em alguém mais rejeitado e em uma situação mais difícil do que os imigrantes e refugiados. E que injustiça! Os preconceitos são vários, mas preconceito é o rei da ignorância. E esse post pretende rebater todos:

1- Refugiado e imigrante não tem capacitação – Errado! A gigantesca maioria têm uma profissão. O Alphonse, por exemplo, que você verá abaixo fala inglês, francês e português. São pessoas que tiveram que sair de seu país de origem por estarem sendo perseguidos por motivos de raça, religião, opinião política, orientação sexual, nacionalidade ou associação a determinado grupo social.

2- Os refugiados vão roubar nossos empregos – Errado! Saiba que o dobro de brasileiros está morando, nesse momento, em outros países.

3- Os refugiados trazem doenças – Afe! Nem vou perder meu tempo comentando essa

4- Os refugiados vão me assaltar – Eles não são criminosos. Uma das condições para que uma pessoa tenha seu pedido de refúgio reconhecido é não ter cometido crime em seu país de origem ou em quaisquer outros locais.

5- Eu não tenho nada e ver com essa gente – Errado! É por pensar assim que o mundo está indo pro ralo. Lembre-se de que seu bisavô ou avô provavelmente também foi um refugiado ou imigrante sem eira-nem-beira como o meu hehe

Nesse sábado, fomos conhecer a ONG do Marcelo Haydu porque, junto com a Luciana Maltchick, tenho um projeto que espero que ajude bastante a reintegração dessa gente tão sofrida, tão inteligente e tão legal.

Refugiados de várias partes do mundo

Refugiados de várias partes do mundo

Graaaande Alphonse Nyembo

Graaaande Alphonse Nyembo

“Qualquer forma de amor é um trabalho de paz” – Madre Teresa de Calcutá

 Para o alto e avante!

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Você pode ajudar também:

http://www.adus.org.br/

Igreja do Glicério: Rua Glicério, 225 – Liberdade – (11) 3340-6950

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Rosinha – o livro do VAE, na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> O lado bom da impulsividade http://zip.net/bwqVyV

> Atitudes que podem mudar seu casamento http://zip.net/bfpBMQ

> Por que deletamos o pause?  http://zip.net/btqwdL

> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Se não hoje, quando? – http://migre.me/eVKJy

giselarao@uol.com.br

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Minha Vida Sem Photoshop
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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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