Minha Vida Sem Photoshop

Dia 115 - Nós e os nossos próprios castelos assombrados

Gisela Rao

30/09/2015 07h47

Tem gente que acha falta de imaginação ir todo ano à Itália, mas nunca fiz uma viagem igual porque cada esquina é completamente diferente de outra. Seja nas cidades de pedra do norte, seja nos campos verdes da Toscana, ou nas praias de pedrinhas do sul. Nossa viagem dessa vez – e como sempre – está completamente eclética. Nesse momento estamos na Toscana dando um girão pelas cidades medievais. Ontem ficamos em um castelo com uns mil anos de idade, na região de Fosdinovo, perto das montanhas de mármore carrara. A diária é a mesma de um hotel.

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Foto do Google

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Esse castelo tem fama de ser mal assombrado porque uma mocinha chamada Bianca foi emparedada viva por seu pai, junto com seu cão. A razão? Bianca se apaixonou pelo moço da estrebaria e isso era motivo de vergonha para a família. Então, primeiro a mandaram para um convento, mas não resolveu, então, o pai deu esse “jeitinho” : ( Então, muita gente diz que ouve barulhos de batidas de coração e sopros gelados no cangote. É claro que a gente estava com medo e dormir lá foi uma looooonga noite, mas o que me deu paúra mesmo foram meus próprios castelos mal assombrados. Eu tenho claustrofobia e o lugar é enorme. Às 6 da tarde, a equipe de funcionários se manda e deixa as chaves com os hóspedes. Entenda por hóspedes a gente, um outro casal de americanos e um morcego que mora na sala de estar. Portanto, no meio da noite acordei – não pela respiração gelada de Bianca – mas com o fato deu não saber onde era a saída do hotel. Eu já imaginei o lugar pegando fogo e eu não sabendo como picar a mula.  Também deixei de subir na torre, onde no passado se fazia a vigília para evitar ataques de piratas & cia. Quando isso acontecia, ele acendiam um grande fogo para avisar os castelos vizinhos – que vinham ajudar. Estava um vento danando e fiquei com medo de pegar resfriado. B.L. que não teve medo de nada foi testemunha de uma das vistas mais lindas do Planeta. Pois é, minhas assombrações internas deram um baile nas externas.

A gente tem um outro castelo pela frente e espero dessa vez emparedar eu as minhas encanações.

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Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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