Minha Vida Sem Photoshop

Dia 122 - Quando foi que você parou de dançar?

Gisela Rao

Sempre quis ter uma atividade profissional que fosse global, que pudesse ser feita em qualquer lugar do mundo – já que 100% do meu trabalho é focado em texto – e que eu fosse apaixonada. Um dia, fazendo curso de Recreação na Cruz Vermelha, descobri a “Dança Senior”. Eu fiquei emocionada. Primeiro porque é alegre, bacana, alto-astral. Segundo, porque  é um tremendo benefício para os idosos. Trabalha coordenação, memória, melhora a saúde a depressão…

Foto: Bethesda

Depois de meses tentando achar quem desse o curso, finalmente consegui me inscrever. E tive o prazer de conhecer essa mulher maravilhosa chamada Judith Ueno e o super professor Reinildo de Souza – além de uma turma de alunos muito bacana e principalmente formada por  jovens já com uma grande consciência. http://zip.net/bvstqW

Professor Reinildo e Judith Ueno

Professor Reinildo e Judith Ueno

Aprender uma coisa nova dá uma estapeada na preguiça, na estagnação. Não foi fácil acordar 5 da matina pra vir pra São Paulo. E nem é fácil, pra quem tem déficit de atenção, fazer 16 horas de curso. E confesso que quase desisti, mas lembrei de Jorge Kishikawa, sensei que tive de Kenjutsu, que uma vez me desafiou para um duelo bem cedo. Ele disse que só o fato de eu ter ido ao desafio já era uma vitória (e ele pensou que eu fosse amarelar. E quase amarelei mesmo pelo horário hehe). 

nnn

Tente fazer algo diferente ainda esse ano. O prazer que isso dá não tem tamanho. Principalmente se você puder usar esse algo para fazer bem às pessoas ou aos animais de forma gratuita. Já estou marcando uma visita ao asilo do interior para colocar em prática esse trabalho incrível :  )

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“Não acredito em um Deus que não saiba dançar” – Nietzsche

Para o alto e avante!

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DÊ AUTOESTIMA DE NATAL!

Na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2 ou http://www.matrixeditora.com.br

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

giselarao@uol.com.br

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: "Cada vez menos vejo a carta do "Louco" no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: "O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram...Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio". Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro "Diários Marroquinos" (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células - tão lindas - psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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