Minha Vida Sem Photoshop

Entressafra profissional: como não se sentir um artigo de R$1,99

Gisela Rao

15/03/2016 16h08

Uma vez li sobre um ex-diretor da Microsoft que largou o super emprego para levar livros para as crianças no Nepal. Ele disse que acordou um dia e não era mais o Fulano da Microsoft, e que nas festas as pessoas se aproximavam dele pelo status antigo, e quando descobriam que ele não tinha mais cartão de visitas, se afastavam.

nnnn

Estar na entressafra profissional é muito parecido com se divorciar depois de anos de um casamento intenso. Você não tem mais muita certeza de quem é, já que grande parte do que chamamos de identidade estava grudada a de uma empresa que, no momento, não está mais.

Aí você tem uma opção: começa a se depreciar se achando “o” bonequinho de loja de R$ 1,99. Você vai achar que não é tão bom assim, que não está mais tão jovem assim, que não tem um networking tão afiado assim , que o seu blog não faz tanto sucesso assim… Ou seja, vai cavando a cova da baixa-autoestima, dos pensamentos negativos e pior: do conformismo.

Mas você também tem outra opção: sacudir o pó da sua zona de conforto, lembrar do tiozinho indiano da Físico-Quântica que diz que a vida tem “n” possibilidades, que cada experiência que você teve no passado foi montando você como o desenho do Homem de Pedra, que gentes-novas-dinheiros-novos-vivências-novas virão, que você tem a extraordinária chance de se reinventar. E você começará a ver estrelas cadentes, rolha de champanhe que cai na sua cabeça, tartaruga no jardim do prédio do amigo, corujas que começam a te vistar no interior, rostos de gente sorrindo em nuvens…

E, não, você não bebeu muita champanhe na boca livre do aniversário do seu amigo, é o Universo rebolando na dança da sua nova energia intensa e contagiante. Acredite!

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“Nadando contra a corrente
Só pra exercitar
Todo o músculo que sente
Me dê de presente o teu bis
Pro dia nascer feliz
Pro dia nascer feliz
O mundo inteiro acordar” – Cazuza
Te vejo terça que vem. Beijos

******************************

Você sabia que, segundo a Universidade de Harvard (EUA), doar deixa a gente mais feliz do que receber?  Faltam 13 dias para acabar o meu financiamento coletivo e sua contribuição é mega uber importante 🙂 Agradeço desde já!

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http://www.kickante.com.br/campanhas/viagem-humanitaria-com-opatch-adams-no-marrocos

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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