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2016. Um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado, transformado

Gisela Rao

27/12/2016 20h43

No fim de 2015 me esbaldei por 45 dias na Itália com B.L., crente que as coisas não mudariam muito em 2016. Pois é, acontece que meu cliente redirecionou sua estratégia e a porca torceu o rabo pro meu lado: fiquei 5 meses sem trabalho :/

O problema dos milionários de emoção é que não guardamos dinheiro, justamente porque somos colecionadores de viagens e de momentos virados do avesso, então você imagina como foram esses meses. Não foi a primeira vez que acordei duranga e, não, não aprendi nada na primeira vez em que isso aconteceu, em 2010. Saí atirando para todo lado, mandei e-mails, inbox no Facebook explicando a situação, com uma ansiedade que Deus o livre. Eu tinha acabado de voltar para São Paulo, depois de 4 anos no interior, e B.L. – novo na cidade – também estava sem trabalho, então nos sentimos à beira do Grand Canyon de patins, sem freio.

Mas vou citar duas frases, de autores beeeeem diferentes, que me ajudaram a segurar a onda do entrar em pânico: “É impossível levar um barco sem temporais” (Jards Macalé) e “Just keep swimming” (Doris – Procurando Nemo) hehe.

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E foi assim, entendendo os temporais da vida e sempre nadando, nadando, nadando, que conheci a Pfizer, via minha amiga (e ex-cliente) Andrea Mitelman, e suas gentes  incríveis  que valem por muitas viagens, como Rodrigo Almeida, Jacqueline Nunes, Cristiane Santos, Stela Sartori, Milton Barreto, MirianYoshino, Rafaella Miranda, Glaucia Cavalcante, André Zansávio, Pedro Oliveira, André Deus, Dr. Fernando Gonçalves, Willian Bezerra, entre tantas outras que não cabem aqui. Então, não posso me juntar ao coro das lamentações de 2016. 

Melhor ainda que citar a frase “quando uma porta se fecha, abre outra”, é contar a historia do fazendeiro que comprou um cavalo lindo e toda vizinha veio falar: “Nossa, que bom!”; e ele respondeu: “Não sei se é bom, ou não sei se é ruim…”. Dias depois, seu filho foi montar no cavalo e quebrou a perna, e a vizinhança veio de novo e disse: “Nossa, que ruim!”; e o fazendeiro respondeu: “Não sei se é ruim, não sei se é bom…”. E na semana seguinte veio a guerra e o filho não pôde ir… 

Então, 2016 foi para mim um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado e muito transformado. E a única coisa que desejo para 2017 é:

JustKeepSwimming

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Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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