Blog Minha Vida Sem Photoshop http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Cansada de ver tanta gente se desvalorizando por aí (inclusive ela mesma!). Tue, 17 Jan 2017 23:28:39 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.2.5 Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós? http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/01/17/por-que-trocar-a-lampada-ficou-mais-interessante-que-nos/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/01/17/por-que-trocar-a-lampada-ficou-mais-interessante-que-nos/#comments Tue, 17 Jan 2017 23:18:16 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12796 Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada.
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Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas.
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É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. “O Essencial será sempre invisível aos olhos”. O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua “maluquez” com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”.
Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona).
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Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio?
“Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio” – William Blake
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Sergio Bastos, especialista em microfisioterapia, que deu um jeito incrível na minha bursite, além de vários conselhos legais, afinal: nada é o que parece ser.
Se você estiver sofrendo da coluna & cia, entenda melhor essa técnica francesa: https://www.youtube.com/watch?v=OdBSUrz1tUo
Whats: 11 98885-4262
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2016. Um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado, transformado http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/12/27/2016-um-ano-virado-amassado-lambuzado-assoprado-beliscado-transformado/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/12/27/2016-um-ano-virado-amassado-lambuzado-assoprado-beliscado-transformado/#comments Tue, 27 Dec 2016 22:43:11 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12763 No fim de 2015 me esbaldei por 45 dias na Itália com B.L., crente que as coisas não mudariam muito em 2016. Pois é, acontece que meu cliente redirecionou sua estratégia e a porca torceu o rabo pro meu lado: fiquei 5 meses sem trabalho :/

O problema dos milionários de emoção é que não guardamos dinheiro, justamente porque somos colecionadores de viagens e de momentos virados do avesso, então você imagina como foram esses meses. Não foi a primeira vez que acordei duranga e, não, não aprendi nada na primeira vez em que isso aconteceu, em 2010. Saí atirando para todo lado, mandei e-mails, inbox no Facebook explicando a situação, com uma ansiedade que Deus o livre. Eu tinha acabado de voltar para São Paulo, depois de 4 anos no interior, e B.L. – novo na cidade – também estava sem trabalho, então nos sentimos à beira do Grand Canyon de patins, sem freio.

Mas vou citar duas frases, de autores beeeeem diferentes, que me ajudaram a segurar a onda do entrar em pânico: “É impossível levar um barco sem temporais” (Jards Macalé) e “Just keep swimming” (Doris – Procurando Nemo) hehe.

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E foi assim, entendendo os temporais da vida e sempre nadando, nadando, nadando, que conheci a Pfizer, via minha amiga (e ex-cliente) Andrea Mitelman, e suas gentes  incríveis  que valem por muitas viagens, como Rodrigo Almeida, Jacqueline Nunes, Cristiane Santos, Stela Sartori, Milton Barreto, MirianYoshino, Rafaella Miranda, Glaucia Cavalcante, André Zansávio, Pedro Oliveira, André Deus, Dr. Fernando Gonçalves, Willian Bezerra, entre tantas outras que não cabem aqui. Então, não posso me juntar ao coro das lamentações de 2016. 

Melhor ainda que citar a frase “quando uma porta se fecha, abre outra”, é contar a historia do fazendeiro que comprou um cavalo lindo e toda vizinha veio falar: “Nossa, que bom!”; e ele respondeu: “Não sei se é bom, ou não sei se é ruim…”. Dias depois, seu filho foi montar no cavalo e quebrou a perna, e a vizinhança veio de novo e disse: “Nossa, que ruim!”; e o fazendeiro respondeu: “Não sei se é ruim, não sei se é bom…”. E na semana seguinte veio a guerra e o filho não pôde ir… 

Então, 2016 foi para mim um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado e muito transformado. E a única coisa que desejo para 2017 é:

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O ótimo oftalmologista Dr. Fernando Gonçalves. Graças a ele já estou escrevendo meu sexto livro : )
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Manifesto: você não é “apenas isso” em nada! http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/09/18/voce-nao-e-apenas-isso-em-nada/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/09/18/voce-nao-e-apenas-isso-em-nada/#comments Mon, 19 Sep 2016 00:23:03 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12744 Eu tinha quebrado um pau daqueles com B.L. na noite anterior. Peguei o celular e mandei um e-mail pedindo perdão para Pedrinho Fonseca, dizendo que não poderia ir à praça, de manhã, receber o livro “Do Seu Pai”, com textos que ele escreveu pros seus filhos lerem um dia. Tasquei a culpa no ciático, que realmente estava dando o ar da graça, mas o motivo era mesmo putencência por mais uma vez brigar com B.L. por coisas que ele sabe bem que me irritam.

Pedrinho, um nômade digital (e na minha opinião um dos maiores escritores do momento), estaria em São Paulo, na Praça das Corujas, entregando seu livro pra quem ajudou no seu financiamento coletivo. Fiquei feliz porque os 20 c0ntos que doei nem davam pro gasto, mesmo assim, ele – generoso da gema – quis me presentear.

By Pedro Fonseca

By Pedro Fonseca

Fui dormir na madrugada, eu e meu ciático abalado, mas de manhã bem cedo vi B.L. se vestindo e deu aquele aperto no coração. Tenho horror de acordar sem a pessoa amada por perto, provavelmente resquícios da infância e da partida do pai. B.L. não queria papo. É sempre assim nas vezes em que a gente briga feio: ele me irrita e eu meto picada de escorpiana, neta de calabrês. Acabamos fazendo as pazes e fomos encontrar Pedrinho. Foi fácil achar, era uma mesa improvisada no meio das crianças e da cachorrada da praça. Ele não acreditou quando me viu e me anunciou, para quem estava em volta, como uma escritora de verdade. “Olha quem fala” – pensei.

Naquele dia e em uns poucos antes deste, eu não estava nada bem. Às vezes, ter vivido uma vida de cigarra e “torrado” todo o dinheiro em viagens me deixa com medo e –  você sabe, né? – dor no ciático (na nuvem metafísica) significa “preocupação”. Aos 51 anos, a ficha caiu com o poste telefônico inteiro, ainda mais quando um dos meus clientes deu pra trás. Minha autoestima estava em cheque naquele dia e, Pedro, sem querer me fez chorar por debaixo dos óculos escuros. Um choro bom , de resgate, de um braço amigo que te puxa  de um lugar em que você não reconhece muito, mas  consegue sentir a presença do Minotauro. Ele fez isso depois de me elogiar um monte e de ouvir de mim: “Pedrinho, eu sou uma humorista, apenas isso”. Fez isso, quando disse: “Gisela Rao, você não á ‘apenas isso’ em nada…”. E eu lembrei mesmo que não era”‘apenas isso” em nada, como todas as gentes que conheço não são “apenas isso” em nada; como todos os africanos em uma balsa à deriva não são “apenas isso” em nada; como todos os refugiados que conheci não são “apenas isso” em nada; e todos os pobres; e todos os animais abandonados; e todos os homens cobrados demais; e todos os velhos; e todas as mulheres que sofrem preconceito, abuso… não são “apenas isso” em nada; e todas as crianças que são chamadas de burras, ou de diferentes… não são “apenas isso em nada”; e todos os gays, lésbicas e trans… não “apenas isso” em nada.

Sim, Caetano, “gente é pra ser feliz”; e sim, Pedrinho,  gente é pra não ser “apenas isso” em nada!

By Pedrinho Fonseca

By Pedrinho Fonseca

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FALTAM 6 DIAS! Para o picnic do VIGILANTES DA AUTOESTIMA, com Gisela Rao (blogueira do UOL) e Neiva Bohnenberger (psicóloga). Vamos rever o que faz sentido na nossa vida, voltar a nos motivar – com direito a sessão desabafo.

Dia 24/9 – das 15 às 18h (São Paulo) – Investimento: R$ 49,00 : ) – São Paulo
INFOS: giselarao@gmail.com

Gisela e Neiva

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E quando a morte quase pega carona no seu avião? http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/08/21/e-quando-a-morte-quase-pega-carona-no-seu-aviao/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/08/21/e-quando-a-morte-quase-pega-carona-no-seu-aviao/#comments Mon, 22 Aug 2016 02:13:19 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12727 Quando eu era pequena tinha uma mania que trago até os dias de hoje: a de guardar coisas caso eu ficasse perdida em alguma floresta ou sabe-se lá Deus onde. Eu nunca viajei de avião quando era pequena, mas isso não me impedia de estocar na mochila o “Manual do Escoteiro Mirim”, biscoito Mirabel e um treco que meu pai usava para passar no rosto quando se cortava fazendo a barba.

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Hoje em dia, quando viajo de avião, levo na bolsa uma lanterna, um bagulhinho de fazer fogo por atrito, uma bússola, um mini canivete que passa no Raio X e um ursinho de pelúcia velho e encardido, que considero meu talismã desde a infância e que faria o papel de “bola Wilson”, caso eu ficasse em alguma ilha deserta. Mentira! O urso não é meu talismã, é meu objeto transicional (segundo um amigo psicólogo) que deveria ter ficado na minha infância, caso ela tivesse sido como deveria, mas que acabou viajando pelo túnel do tempo e até hoje me dá uma espécie de segurança psicológica. 

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Semana passada eu estava em um voo diurno, voltando de uma reunião no México, e ouvimos um estrondo no avião. O mesmo barulho que faz uma lâmpada de poste quando estoura. O pessoal do fundão também teve o “privilégio” de ver uma bola de fogo na lataria da aeronave. Eu acho que nem Einstein conseguiria pensar em alguma fórmula para tentar entender a quantidade de pensamentos que se passaram pela minha cabeça em tão pouco espaço de tempo, pelo menos até descobrir what a hell foi aquilo. O primeiro deles foi lamentar que o urso encardido estivesse na mala no bagageiro e não comigo. Depois, os pensamentos racionas e emocionais começaram a se atracar, então pensei que não deveria ter dado a bússola de presente para o meu diretor no México (simbolizando o Norte de um projeto que estamos tocando), pensei no que tinha de comida em estoque na minha bolsa, no meu seguro de vida para pagar o crediário do banco que eu deixaria, em como faria SOS para o resgate ver, em como não conseguiria ligar para o meu marido porque o celular não pega etc etc. Cheguei à conclusão de que não existe momento mais verdadeiro do que a morte passando por perto e dando um selinho, e que cada um tem suas reações. Na hora, também lembrei da minha amiga Ana Tereza saindo do bunker – depois que o tornado levou sua casa embora – procurando o sutiã por entre os escombros do que se agarrou para não ir embora :/ 

Depois de 10 minutos de avalanche “pensamentiva”, de ver as aeromoças correndo e de muita gente olhando para fora das janelas, descobriu-se que um raio havia atingido o avião (tipo esse aí nessa foto), mas que nada acontecera porque não pegou nem no motor nem na turbina.

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E agora eu posso dizer que aquela sensação de nascer de novo, de ter tido mais uma chance nessa living la vida loca, de gratidão, não é lenda urbana, é real e espero que dure mais que a bola de fogo que se desmanchou – com sua insustentável leveza do ser – no ar.

Até mais!

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A vida é curta demais para arrependimentos http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/06/26/a-vida-e-curta-demais-para-arrependimentos/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/06/26/a-vida-e-curta-demais-para-arrependimentos/#comments Mon, 27 Jun 2016 00:08:15 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12706 Semana passada, eu respondi à convocação da Cruz Vermelha para ir ao Centro distribuir cobertores e alimentos às pessoas em situação de rua. Eu quase amarelei porque eu fico hospedada em São Paulo num bairro longe pra diabos do Centro. Mas eu fui porque sabia que me arrependeria se não fosse, como me arrependi de um abraço que não dei no Marrocos, na viagem humanitária com o Patch Adams. Nós estávamos em frente a um hospital, em Casablanca, onde levaríamos alegria para as crianças. Mas, antes de entrar, vimos uma moça de uns 30 anos chorando muito por causa da morte da mãe. Eu queria muito, mas muito mesmo ir lá abraçá-la e chorar junto com ela porque conheço bem essa dor. Mas, eu me segurei porque um dia ouvi que os palhaços não podem chorar junto com as pessoas. Depois me disseram que não é bem assim. Quase sempre me lembro desse abraço que não dei e prometi que  não vou mais dar essas amareladas porque a vida é curta demais pra arrependimentos.

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Sexta-feira, colocando a mão na massa – no Centro – junto com a Cruz Vermelha, descobri uma coisa muito importante: todo o medo desaparece quando nos tornamos um com as pessoas que nos apavoram. Em certo momento, à noite, fui cercada por uns 15 meninos moradores de rua – desses que a gente nem chega perto com medo de assalto. Eles apenas queriam os alimentos que estávamos distribuindo. Naquele momento, éramos um só, os mesmos, iguais em tudo, e foi uma das experiências de maior amor e mais ricas da minha vida. Se eu tivesse ficado no conforto tolo de casa, assistindo “Velho Chico”, ou sei lá o que, não teria recebido a benção da velhinha que ganhou dois cobertores, nem teria acompanhado a menininha – junto com a Camila Cardoso – até o bar pra pegar água quente para a sopa da sua mãe, nem teria conhecido a generosidade do português do boteco, e nem teria perdido meus preconceitos e meus medos pelo caminho, e muito menos teria sentido o carinho do nóia pegando alimento pra levar até a mina dele, e nem teria dado um perto na mão calejada do senhorzinho negro, nem teria conversado com o refugiado de Guiné, e nem teria sentido a tristeza de ver como as crianças da rua já se parecem com adultos no olhar e no sofrimento.

By Harry Borges

By Harry Borges

Foi uma noite doída, mas é uma dor que cura. Ela cura as marcas de dedos deixadas na cara da nossa alma pelos tapas do nosso individualismo.

Até breve!

“Repare que por todos os lados existem plaquinhas de apelo ao abraço grátis. Mas falta anúncio no poste de “trago o abraço perdido em 3 dias ou seu dinheiro de volta”. Escambo todos que já abracei por aquele que deveria ter enlaçado. Eu não sei onde foi parar o acolhimento que eu não pude dar. Talvez no fundo da gaveta dos apegos nunca dados. Onde guardamos a piada sem a graça, o sorriso não correspondido, e o silêncio de cada “eu te amo”. Será mesmo que gastei toda minha cota de abraçamento e não me dei conta? Só sei que meu saldo de abraço agora é negativo. Estou com doença de membros molengas por falta de fusão e aderência. Fico na espera do alinhamento do coração que bate junto com outro e toca a batida em resposta. Tão arrochado ao ponto de ficar com a coloração roxa por falta de ar. Sigo fazendo desuso das mãos vazias e desconcertantes. Situação que se a gente fosse pão se esmigalhava todinho. E dando um adeus sem graça e mais nada além do abraço que não dei”.

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Texto: Ramone Loyola

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BLOG VAE INDICA

O livro “Achados e Perdidos – uma viagem na América”, do Rafael Vazquez. Uma super pausa no estresse da vida louca. Um romance que conta a história de João Ninguém, um jovem que viaja pelo mundo para viver experiências intensas! Sim, exatamante o que você e eu gostaríamos de fazer :  ) Não perca!

“A base são as coisas que eu mesmo tive a oportunidade de ver, descobrir e vivenciar durante os anos em que me joguei no mundo. Mas a obra possui a liberdade criativa necessária para que o livro não seja uma biografia, e sim uma oportunidade de o leitor se entreter e até mesmo se reconhecer nos diversos personagens. Depois das experiências que tive e conclusões que cheguei, considerei importante que o livro fosse muito maior do que eu. Os personagens têm vida própria”, explica Vazquez.

Capa Livro   vulcao

À venda, aqui:

Livraria Cultura: http://bit.ly/1NDFC3Y

Saraiva: http://bit.ly/1sMYpAB

Cia dos Livros: http://bit.ly/27QPAWd

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Chegue mais perto da  blogueira: giselarao@uol.com.br

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“Temos que enterrar nossos mortos” http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/30/temos-que-enterrar-nossos-mortos/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/30/temos-que-enterrar-nossos-mortos/#comments Tue, 31 May 2016 00:57:22 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12693 Que solidão tremenda é essa que chega chegando e nos joga na água gelada quando perdemos alguém que importa?

Quando minha mãe se foi, tive a sensação de estar à deriva em um barquinho sem vela e num mar sem farol e estrelas. Quando meu pai se foi, nesse fim de semana, tive a sensação de que nem o barco eu tinha dessa vez. É uma solidão nossa e de mais ninguém, e não adianta o amor dos amigos, do marido, dos animais, do urso de pelúcia encardido que eu agarrava quando via filme de terror na infância.

Minha grande dor não foi a perda, foi ver o sofrimento de um velhinho que nunca se cuidou e que a vida veio cobrar tudo de uma vez no final. Foi ver a o desamparo da minha irmã mais velha, a cabeça baixa do meu sobrinho no enterro, o choro sincero da minha prima, a voz aveludada da minha irmã H. quando tentava tranquilizá-lo nos momentos finais, a dor do outro neto – tão impotente – do outro lado, no Canadá.

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Nesses dias finais me reaproximei mais fisicamente dele, um oásis no deserto de uma relação cheia de tempestades de areia. Ousei ficar segurando a mão que nunca tive na infância, nem nunca em tempo algum, nem muito menos no meu casamento com B.L. – que ele disse que não iria porque sabia que não ia durar. Tive um segundo de medo pensando que ele pudesse rejeitar esse contato. Insegurança da criança que acha que veio ao mundo para incomodar.

Agarrada à mão dele quase no fim, me despedi com  lágrimas mudas. Como a vida não deixa barato, estava tocando no celular da minha irmã a música “Cold Water” – de Damien Rice. Coincidentemente foi a música que sempre ouvi após as perdas do que chamamos de grandes amores.

“Fria, fria água que me rodeia agora

E tudo o que tenho é sua mão

Senhor, você pode me ouvir agora?

Senhor, você pode me ouvir agora?

Senhor, você pode me ouvir agora?

Ou eu estou perdido?”

Nesse momento – e mesmo ele sendo ateu – rezei para Deus pegar na sua mão e acompanhá-lo, junto com minha mãe Clarice. E depois fugi, como sempre fujo. Como fugi do último suspiro da avó, como fugi do último suspiro da mãe. Mas esses últimos suspiros sempre me alcançam e arrancam um choro quente como a lava de um vulcão, que desmancha de uma só vez o nó de fogo entalado na minha garganta.

Cheguei cedo no velório com meu marido, chegamos antes de todos. Não convidamos ninguém de fora porque esse cansaço era nosso e de mais ninguém. Meu tio chegou às 4 am, contando coisas da personalidade forte dele, dos carros chiques que amava. É legal quando alguém fala da pessoa no passado, contando coisas de um pai que nem sei se conheci direito.

Chamei o Uber às 5 am. Medo de olhar em um rosto tão familiar ao meu quando me vejo no espelho. Minha irmã mais velha perguntou se eu iria no enterro – “não sei” – respondi. Ela disse: “Temos que enterrar nosso mortos”. Fui embora sem virar pra trás, sem o ver pela última vez, cambaleando de sono e de pedaços de emoções que não davam nem uma colcha de retalhos. No dia seguinte fui ao enterro. O corpo descendo ao lado da minha mãezinha. Nada foi dito. Senti falta de um padre, um rabino, um xamã que cortasse com a pá das palavras aquele silêncio tão doído. Mas minha ex-cunhada gritou agradecendo os queijos suiços que ele comprava, os bons momentos na casa de Campos do Jordão, as coisas engraçadas que ele falava…

E foi assim que ao pó ele voltou e que senti inveja do luto judaico, onde a família fica toda junta. Vi meu irmão, irmãs e sobrinhos indo embora em dois carros. E eu fui ficando para trás e para trás e para trás, em uma manhã de sol, túmulos e tanta grama e dor esparramadas.

E é aqui que encerro minhas palavras, junto à frase roubada da cova de alguém que um dia se chamou Ernesta:

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Até semana que vem.

giselarao@uol.com.br

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Felicidade não é recompensa http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/22/felicidade-nao-e-recompensa/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/22/felicidade-nao-e-recompensa/#comments Mon, 23 May 2016 00:39:47 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12677 Fui visitar meu pai sábado e ele não está nada bem. Ele mesmo me disse que sente que chegou a hora. Uma das coisas incríveis da sua personalidade é o senso de humor – em qualquer momento –  porque eu perguntei se o passaporte para o além já tinha chegado e ele respondeu: “Não, mas vou pagar propina”. 

Durante um  pedaço enorme da minha vida, sofri com a nossa estranha relação, porque eu queria ser mais amada, mais valorizada, mais abraçada. Mas, principalmente, eu sofri porque achava que a felicidade seria uma recompensa se eu conseguisse atrair a sua atenção. Então, eu me inscrevia em concursos, escrevia livros para dar entrevistas, trazia presentes quando eu viajava etc etc etc. E isso nunca acontecia… 

Eu não sei falar “eu te amo” para o meu pai, também tenho dificuldade de segurar na sua mão, talvez por ele nunca ter segurado na minha, então resolvi fazer algo diferente na visita de amanhã, como o ritual de um ciclo que se encerra. Escrevi 51 motivos pelos quais valeram a pena ele ter sido meu pai nesses anos todos (51!).

http://cultura.chiadonews.com/2015/11/fotografias-que-retratam-o-amor-e.html

Sinceramente achei que seria difícil, mas os motivos foram saindo um por um e com uma incrível rapidez. Na verdade, fui percebendo que não eram razões, eram momentos em que fui extremamente feliz, como o dia em que ganhei um mini-laboratório de cientista na infância, ou as músicas maravilhosas que ele me apresentou na adolescência ou a visita à terra do meu avô na Itália. 

Então, concordo com Patch Adams quando diz que a felicidade é um estado de celebração da vida, é uma plataforma que nos lança para o melhor que podemos alcançar nesse mundo que gira lentamente.

Pensar que a felicidade é uma recompensa é uma armadilha sórdida do capitalismo que nos faz acreditar piamente que se comprarmos tal treco encontraremos o pote de ouro no fim do arco-íris no . O mais louco é que já estamos cansados de saber que isso não é verdade, tanto é que queremos sempre mais e mai e mais e mais. Por uma vida com menos trecos e mais celebração.

Até mais! Um beijo

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Algumas pessoas queridas que contribuíram para que minha viagem humanitária para o Marrocos acontecesse : )

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Silvia Pedrosa. Neiva Bohnenberger. Fernanda Coimbra. Flavia Cristina da Silva. Vânia Moreira Lopes. Maria do Carmo Coan Bet. Mônica Schutzer. Pamela Alexandre. Mauricio Celebrone. Letícia Ippolito. Deise Farias Costa. Neila Mara Lopes. Allan Korosue. Nice Lopes. Cristina Ramalho. Jessica Amorim. Cyro José Leão. Maria Signorelli. Rose Ferraz. Vivian Muniz. Renata Oliveira de Jesus. Andréa Aparecida Soares. Tania Maria Araujo Vieira. Natália Saraceni. Priscila Cestari. Patricia Quintas. Erik Naoki Nakandakare. Paulo Vieira. Andreia Soares. Tania Rampi. Maria Aparecida Silva. Will Ferrari Jr. Guilherme Garcia Fracaro. Angela Satomi Inoue. Roberta Ponciano. Ana Luiza Couto. João Guena. Kiciana F F Mayo. Nayda Cabral. Nivia Panariello. Andrea Lima Barbosa. Rafael Vazquez. Mirna Costa. Roberta Vaiano. Renato Gonçalves. Stella Florence. Luiz Macedo. Luciléia Andrade de Souza. Aline Finato Bertoleti. Janaína Guidelli Guerreiro. Suzana Sanae Yogi. Licien Camargo. Marisa Cunha. Melissa Sibucks. Nelia Nascimento. Monica Hikaru. Mayara de Castro. Mila Giannini. Frederico da Costa Carvalho Neto. Cialva Vieira. Silvana Garcia Dias. Fernanda Giglio. Karla Nardi. Adriana da Silva Fernandes. Silvana Razeira. Vera Lúcia Oreb. Daniele Monte. Fabiana Marçula. Neiva Luci Bohnenberger. Carla Souza. Juliana D’Alcantara. Zaira Rodrigues. Rodolfo Mattiuzzo. Silvana Maria Costa. Eliana Batista Ramos Colussi. Janaina Ribeiro. Tatiana Bernardon Silva. Aline Moreto. Marcella Lobo

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QUINTO LIVRO DA GISELA RAO

Na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2 ou http://www.matrixeditora.com.br

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias 

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Sobre coisas que nos deixam felizes http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/03/sobre-coisas-que-nos-deixam-felizes/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/05/03/sobre-coisas-que-nos-deixam-felizes/#comments Wed, 04 May 2016 00:45:05 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12669 Patch Adams tem um exercício que pode definir, em segundos, como está a sua vida. Ele pede para fazer uma lista com as coisas que nos fazem felizes e outra lista com o que costumamos fazer diariamente. Depois vem a hora da verdade que é compararmos uma com a outra. Depois que você se recuperar do susto, é só ajustar hehe.

Confesso que não tive tempo nem de fazer a lista de felicidade, quanto mais de cruzar as duas. Quando fiquei sem trabalho esses meses, me cansei mais do que quando estava trabalhando. Me cansei atirando pra todo lado e gastando energia com os medos de quem se esquece que a roda da fortuna gira para um lado e para o outro. Agora, as coisas estão voltando ao normal e nem sei dizer qual das simpatias deu certo hehe.

De qualquer forma, é hora de voltar a ter calmaria, de pensar nas coisas que me fazem feliz e comparar as tais das listas.

www.huffingtonpost.com
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Mas já dá pra adiantar umas coisas que rolam nas duas: estar com gente legal, brincar com animais, ser palhaça, ter ideias criativas, dar muita risada, fazer rir, viajar,  ver filme no Netflix, me divertir com os memes do Facebook, dormir de edredon, ir no cinema com B.L. e comprar pipoca-donce-junkera, acordar e ver natureza (mesmo que uma pracinha), chafurdar a boca numa manga… Eu adoraria escrever coisas profundas, complexas, mas o que mais me faz feliz mesmo é o basicão, lances que posso adaptar no meu dia a dia tao facilmente quanto cortar um bolo Pullman com a faquinha de plástico ou tirar uma foto da Sunshine no sol.

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Talvez, mesmo com os perrengues da vida, eu não tenha que adaptar minha lista de coisas que me fazem feliz no dia a dia e sim o dia a dia na minha lista de coisas que me fazem feliz porque já faz um bom tempo, desde o começo do blog, que saquei que felicidade é como uma espécie de entidade que você não precisa se esforçar muito e nem chamar o moleque do Sexto Sentido para ver.

Bom, é isso aí que eu queria dizer.

Até terça. Um beijo

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Os sonhos não têm fronteiras http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/04/26/os-sonhos-nao-tem-fronteiras/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/04/26/os-sonhos-nao-tem-fronteiras/#comments Tue, 26 Apr 2016 03:24:51 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12614 Demorei  muito para voltar a escrever o blog porque a gente retorna virada do avesso desse tipo de viagem humanitária. Mas antes de falar dela, vou falar de sonhos. Há uns meses eu escrevi que estava sem trabalho, justamente na época em que decidi viajar novamente com o Patch Adams, dessa vez para o Marrocos.

By Martina Tenda

By Martina Tenda

Acontece que não sou de desistir fácil e resolvi entrar em um financiamento coletivo. Graças à incrível generosidade de muitas pessoas (que serão agradecidas oficialmente no próximo post), consegui levantar 70% da verba, e isso ajudou tremendamente (já que o avião a gente paga em 10 vezes). Então, essa é mais uma prova de que os sonhos não devem ter fronteiras e de que, sim, tudo é possível quando se quer uma coisa com toda a nossa verdade. Viagem humanitária não começa quando se chega ao local, começa antes- a cada dia, a cada hora. Começa quando você consola o senhor no avião que chora porque a netinha está doente, ou quando você faz todos os funcionários de uma doceira em Marrakesh dançarem ao som da música “Happy” (Pharrel Williams) e depois ganha essa flor linda. Porque gente é mesmo para ser feliz.

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Rever o Patch Adams e conhecer palhaços de 17 países é uma coisa de outro mundo. Poder expressar o amor incondicional e receber esse sentimento de volta por 10 dias seguidos, sem computador, sem celular, sem televisão, é a benção das bençãos. E também é um doutorado em autoconhecimento, onde mais uma vez vi pipocar da alma um monte de coisas loucas como, por exemplo, minha infância mal resolvida. E percebi isso quando, na hora de ir embora, comecei a chorar como criança ao me despedir desse cachorrinho de pelúcia tão querido aí abaixo; ou quando tomei uma dura de alguns palhaços porque o meu boneco (Ronaldinho) batia no dos outros ahahahaha.

By Martina Tenda

By Martina Tenda

Sim, as dores doem. E o amor e a alegria curam as dores. Não tem tristeza, nem doença, nem sofrimento, nem a morte espiando na esquina quando os palhaços chegam. Sofrimento e alegria são corpos que não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo e é por isso que entendo o Patch Adams quando ele diz que faz mais bem ao mundo sendo palhaço do que médico.

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By Gordon Fudge

By Gordon Fudge

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By Jason Fudge

By Gordon Fudge

By Jason Fudge

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Agradeço ao Marrocos por toda sua beleza, seu povo simpático (Imane e Monsieur Mohamed!!!) e suas artes tão difíceis de escolher pra levar pra casa.

E agradeço à Chilli Peppers por ter sido minha querida companheira de quarto e de bagunça, a pessoa mais amorosa que conheci na vida, que tentou me ensinar a não ser consumista e que disse que meu futuro será doce – já que ela mora na Austrália e está 12 horas à frente do Brasil.

E aos leitores do blog pela paciência de esperar tanto por um novo post.

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E aos palhaços do mundo e a todos os grandes corações que ajudaram nessa e em outras viagens – em especial Fabio Cimino, Esther Schattan (da Ornare) e Margit Junginger – todo o meu amor sem prazo de validade <3

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Algumas pessoas queridas que contribuíram para que essa viagem acontecesse : )

Silvia Pedrosa. Fernanda Coimbra. Flavia Cristina da Silva. Vânia Moreira Lopes. Maria do Carmo Coan Bet. Mônica Schutzer. Pamela Alexandre. Mauricio Celebrone. Letícia Ippolito. Deise Farias Costa. Neila Mara Lopes. Allan Korosue. Nice Lopes. Cristina Ramalho. Jessica Amorim. Cyro José Leão. Maria Signorelli. Rose Ferraz. Vivian Muniz. Renata Oliveira de Jesus. Andréa Aparecida Soares. Tania Maria Araujo Vieira. Natália Saraceni. Priscila Cestari. Patricia Quintas. Erik Naoki Nakandakare. Paulo Vieira. Andreia Soares. Tania Rampi. Maria Aparecida Silva. Will Ferrari Jr. Guilherme Garcia Fracaro. Angela Satomi Inoue. Roberta Ponciano. Ana Luiza Couto. João Guena. Kiciana F F Mayo. Nayda Cabral. Nivia Panariello. Andrea Lima Barbosa. Rafael Vazquez. Mirna Costa. Roberta Vaiano. Renato Gonçalves. Stella Florence. Luiz Macedo. Luciléia Andrade de Souza. Aline Finato Bertoleti. Janaína Guidelli Guerreiro. Suzana Sanae Yogi. Licien Camargo. Marisa Cunha. Melissa Sibucks. Nelia Nascimento. Monica Hikaru. Mayara de Castro. Mila Giannini. Frederico da Costa Carvalho Neto. Cialva Vieira. Silvana Garcia Dias. Fernanda Giglio. Karla Nardi. Adriana da Silva Fernandes. Silvana Razeira. Vera Lúcia Oreb. Daniele Monte. Fabiana Marçula. Neiva Luci Bohnenberger. Carla Souza. Juliana D’Alcantara. Zaira Rodrigues. Rodolfo Mattiuzzo. Silvana Maria Costa. Eliana Batista Ramos Colussi. Janaina Ribeiro. Tatiana Bernardon Silva. Aline Moreto. Marcella Lobo

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http://www.elsever.org/cursos.php?cursoid=36

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O dia em que Deus errou feio http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/03/29/o-dia-em-que-deus-errou-feio/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/03/29/o-dia-em-que-deus-errou-feio/#comments Tue, 29 Mar 2016 19:32:07 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12598 Essa foto é do Sebastião Salgado. Achei que seria legal ter uma imagem linda dessas nesse post sobre a velhice.

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Acompanhei meu pai algumas noites no hospital, onde também conheci outro velhinhos. Todos sofrendo pra caramba. Sinceramente? Acho que Deus errou feio obrigando as pessoas, principalmente os idosos, a sofreram tanto na reta final.

A coisa podia ser muito mais simples, como no filme Blade Runner. Os Replicantes, robôs quase humanos, também têm um dia exato para morrer e simplesmente isso acontece de uma hora para a outra, sem dor. A angústia aqui, nesse caso, é saber quando o “barqueiro” passará navegando entre as margens da vida e da morte.

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O sofrimento dos velhinhos pega feio na alma, porque ninguém gosta de ver alguém sofrendo e também porque nos estapeia a cara lembrando que essa passagem da vida também nos espera. Aí dá uma espécie de mistureba de saco cheio com compaixão e medo. Saco cheio porque exige muitas coisas do acompanhante, compaixão porque é triste de se ver e medo porque o tempus fugitis.

Mas vendo meu pai nessa fragilidade toda, eu o enxergo com mais ternura, com mais humanidade porque nossa relação nunca foi boa. Sempre tive horror do seu autoritarismo e perfil depreciador. Mas, assim, esbudegado fisicamente, é como se ele descesse ao reino dos mortais, dos vulneráveis. E aí veio uma revelação: cheguei chorando ontem no consultório da Neiva. Então, descobri que o homem que eu pensava que não amava é o homem que mais amo :’-) 

Até lá! Um beijo

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Você sabia que, segundo a Universidade de Harvard (EUA), doar deixa a gente mais feliz do que receber?  Faltam 2 dias para acabar o meu financiamento coletivo e sua contribuição é mega uber importante :  ) Agradeço desde já!

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http://www.kickante.com.br/campanhas/viagem-humanitaria-com-opatch-adams-no-marrocos

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