Blog Minha Vida Sem Photoshop http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Cansada de ver tanta gente se desvalorizando por aí (inclusive ela mesma!). Mon, 07 Aug 2017 17:26:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Fico espiando quem tem a minha idade pra saber como sou http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/08/07/fico-espiando-quem-tem-a-minha-idade-pra-saber-como-sou/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/08/07/fico-espiando-quem-tem-a-minha-idade-pra-saber-como-sou/#respond Mon, 07 Aug 2017 17:03:22 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12914 Cinquenta anos é uma espécie de Ilha de Lost entre a juventude e o início da “idosice” oficializada pela lei.

Como já disse aqui antes, não me reconheço nessa idade cronológica, o que não significa que fico me embolando com o tempo, dando uma saraivada de tapas e beliscões. Ou seja: se vivi 52 anos até agora, assim seja, uai. Mas isso não impede que eu me surpreenda quando alguém, aliás todo mundo, me chame de senhora porque, para a alma sem idade e a criança interior, não cai a ficha. Sendo assim, fico espiando as pessoas da minha idade cronológica para saber como sou, ou como os outros me veem.

Vejo as fotos e pergunto para o meu marido: “E, aí, sou assim?”. Confesso que, às vezes, ele ganha umas beliscadas porque não concordo hehe. Também adoro perguntar a idade dos motoristas do Uber e, quando o cara ou a mulher tem mais de 50 anos, eu penso “É, já sou Tia Sukita mesmo”.

O bode de envelhecer, no meu caso, não é nem o medo de ficar estropiada, morrer ou de ficar sozinha (já que não tenho filhos. Mesmo porque véia engraçada todo mundo curte), e sim de não dar tempo de fazer os inúmeros projetos pessoais que ainda pretendo arremessar no mundo. Mas isso é uma bobagem porque é só olhar para o lado e ver como seus amigos com mais (ou bem mais) de 60 são super mega produtivos (Lalá e Teté que o digam). Existe o dia, e depois o outro dia e depois mais outro e outro, até que acabem na folhinha do borracheiro da vida. Mas são tantas horas e tantas coisas que se pode fazer, desfazer e refazer nelas que, uau!

Sim, diga, Mario Quintana:“Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encontrar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. Fases douradas em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa”.

Até a semana que vem :  )

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Por que uma cinquentona não pode usar orelhinhas de gato? http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/27/por-que-uma-cinquentona-nao-pode-usar-orelhinhas-de-gato/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/27/por-que-uma-cinquentona-nao-pode-usar-orelhinhas-de-gato/#respond Thu, 27 Jul 2017 22:57:10 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12907 Adoro a sinceridade da geração Y, especialmente quando minha colega de trabalho me chama de “Fóssil da Internet”. Mas também curto a cara e a coragem da geração KY, no caso a minha hehe. Mas o curioso é que as coisas estão se invertendo. Antigamente, os mais velhos reprimiam os mais novos; agora, é o contrário: você não imagina o que eles pegam no meu pé.

No ano passado fui à Itália com dois sobrinhos: uma de 18 e um de 25. Estava um frio da po@#$ à noite , e acho gorro de lã uma das coisas mais abomináveis que o ser humano já criou na vida , então, comprei um chapéu de urso. Mamma mia! O que esses dois me alugaram!! “Mas as pessoas estão rindo quando passam, pela gente!” – disse a sobrinha. Respondi: “Putz, que bom! Ruim seria se passassem chorando. Eu também riria  se visse alguém parecendo o urso polar da Coca-Cola”. E, não, não tirei meu capuzinho.

Claudia Monteiro, parceirona 🙂

A mesma coisa aconteceu quando comprei uma tiara com orelhas de gato, na Liberdade, no Ano Novo Chinês. Acontece que adoro gatos, então achei que seria legal usar outros dias também. Sabe quando parece que você nasceu com aquilo haha? Jesus! Precisa ver o olhar de – “o que a véia doida está fazendo com essa tiarinha?” – das pessoas. Quer dizer: no Ano Chinês pode, no carnaval pode, outros dias não pode porque corre-se o risco de ser ridícula.

Acho que a maioria das pessoas das novas gerações nasceu na prisão das redes sociais, na era do joinha e do não-joinha. Ou seja: a opinião dos outros nunca importou tanto como agora. Se ganho joinha sou cool, se não ganho… putz, ferrou! E aí andam pela vida com medo de desagradar, de ter uma personalidade resist-the-usual. O resultado disso é que se reprimem, e, o pior : reprimem os outros que adoram chegar-chegando. Mas, como diz Bozoma Saint John, a primeira diretora de marca da Uber: “Às vezes sou criticada por isso, mas o que mais eu poderia ser senão eu por inteiro?”

Por um mundo mais orelhudo!

Até mais 🙂

Gisela Rao

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Ops! Acho que faço tudo errado no meu casamento : o http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/18/ops-acho-que-faco-tudo-errado-no-meu-casamento/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/18/ops-acho-que-faco-tudo-errado-no-meu-casamento/#respond Tue, 18 Jul 2017 23:44:52 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12896 Esse é o terceiro casamento da trilogia. Estamos juntos há 5 anos e parece que a coisa ainda vai longe, mas confesso que faço tudo errado hahaha. Tudo errado segundo a ex-professora de artes sensuais e atual Diva da autoestima, Nelma Penteado. Fiz um curso de sensualidade com ela há muitos e muitos anos e ela “proibia” a gente de andar maloqueira em casa (eu ando!), de falar com voz de Mickey Mouse (eu falo, às vezes!), de banalizar o corpo andando pelada pra lá pra cá (eu ando, embora ponha as mãos na frente da traseira pra esconder a celulite, como se minha buzanfa coubesse toda nas duas mãos) e de não fazer nenhuma fantasia erótica (vixe, a última fantasia que fiz acho que foi de mãe do cara de Psicose e faz uns 20 anos hahahaha)…

Acontece que, com o passar dos anos, eu realmente percebi que o que me dá o maior tesão é ser eu mesma. Então, é a primeira vez, em um relacionamento,  em que eu realmente sou exatamente do jeito que eu queria ser e o meu marido leva isso numa boa. É claro que eu corro o risco dele sonhar com as Panicats, mas o que se há de fazer?

Hoje em dia, depois dos 50, eu tenho muita, mas muita preguiça de ser sensual e de fazer surpresas eróticas, tipo comprar pétalas de rosas pra jogar na cama com luz de velas, passar no Sex Shop a caminho de casa, fazer striptease… Pra falar a verdade, a última vez em que fiz um strip, meu namorado da época broxou. Não porque foi ridículo mas porque, segundo ele, eu fiquei poderosa demais e ele não segurou o tranco.  Sem falar no meu outro ex, Mr. Dolito, que  disse que a comida afrodisíaca que eu tinha acabado de fazer parecia um gambá molhado. Ahahaha, só por Buda…

Eu acho que eu nunca dei mesmo muito pra essa coisa de sensual. A fantasia que eu usava, na matinê do Carnaval no Clube, era de cowboy. Eu ficava uma arara quando perguntavam se eu era menino ou menina. Ô, preconceito!

Por um mundo onde as mina possam se vestir de James West, sem medo de ser feliz (sou das “antiga”, né? Eu sei hehe )

Até mais :  )

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O dia em que recusei ficar 10 anos mais jovem em 4 minutos http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/10/o-dia-em-que-recusei-ficar-10-anos-mais-jovem-em-4-minutos/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/07/10/o-dia-em-que-recusei-ficar-10-anos-mais-jovem-em-4-minutos/#respond Tue, 11 Jul 2017 00:10:40 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12888 Às vezes, eu me sinto como Alice, presa atrás do espelho do País das Maravilhas. Eu me vejo jovem, mas ninguém me vê. Então, eu resolvi entender que as pessoas miram em uma realidade que não é a mesma que a minha, e assim é. Mas, na semana passada, eu fui fazer reflexos no cabelo e, na saída do salão, uma moça veio na minha direção me mostrando um folheto e uma amostrinha de alguma coisa. O folheto prometia ficar 10 anos mais nova em 4 minutos. Uau! Eu pensei. Ela pegou meu telefone pra mandar uma mensagem depois da experiência, certamente querendo me vender mais quilos do produto.

Bom, cheguei em casa, passei o treco na cara e fiquei impressionada: minhas rugas tinham desparecido completamente, principalmente aquelas entre as duas sobrancelhas, que a gente vai cultivando por excesso de indignação com as coisas estúpidas que as pessoas pensam, falam ou fazem, como, por exemplo: não entender até agora os direitos dos refugiados.

Dez minutos depois, a moça me mandou o whats. Cáspita! Juro que pensei que ela estivesse me espiando via um drone flutuando na janela do banheiro ahahaha. Ela queria saber se poderia me encomendar mais do produto. Eu disse que não, obrigada! Bom, talvez eu adivinhe a porcentagem de gentes que está lendo este texto achando que sou grogue da cabeça, mas, na boa, a quem eu enganaria? A mim? O marido? O espelho?A tia do cafezinho? O parapsicólogo Padre Quevedo?

Eu não quis porque me sentiria como o Professor Aloprado (Eddie Murphy), que era muito gordo e toda hora precisava correr para tomar a poção que o deixava magrinho. Imagine, você conhece um cara e vai pra casa dele. Vai dormir Ticiane e acorda Helô Pinheiro, afinal, o efeito dura de 4 a 8 horas.  Nossa, que estresse!

A cada ano, vou invéiando, mas – well – os mais originais dirão que faz parte da vida. Enquanto isso, vou “passando” rejuvenescedores nos neurônios. Tomo água, faço massagem pra circulação na cachola, como nozes,  fico em posições invertidas na yoga, como gengibre, aprendo línguas novas etc etc etc. Porque é essa beleza que me interessa – a das sinapses . É com ela que voo sem milhas, que crio, que inovo, que aprendo, que ensino. Meu cérebro é meu spinner, e eu gosto de girá-lo pra um lado e pro outro, velozmente, até se fundir nas ideias e coisas incríveis que estão esperando por aí, em todos os lugares.

Até mais!

Gisela Rao

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Espelho: diga a verdade e saia correndo http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/espelho-diga-a-verdade-e-saia-correndo/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/06/21/espelho-diga-a-verdade-e-saia-correndo/#respond Wed, 21 Jun 2017 23:00:32 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12864

Não sei em que momento da vida a minha traseira ficou no formato do Dr. Coluna que tem na cadeira do meu computador. Sim, trabalho sentada há décadas, mas sedentária mesmo faz uns 5 anos e, sim, coincidiu com o tempo em que estou casada. Ou seja: aquela velha história de que a gente relaxa depois que casa, não é lenda urbana. 

Começou com uns dois quilos a mais, souvenir da Lua de Mel na Itália, aí vieram mais 7 com a saraivada de pizza, Netflix, Uber, outras viagens para a Itália e, well… alguns bons pedaços de bolo bem-casado da padoca da esquina. As tais desculpas-verdadeiras, segundo a psicóloga Marina Gaudencio.

Veja, o que faz o casamento durar não é o casal ser igual nas qualidades e, sim, nos defeitos. E a gente ama Netflix, pizza e doces – bem nessa ordem. Mas a realidade liberta e, na semana passada, me hospedei em um hotel que estava em promoção para curtir uma outra coisa que adoro na vida: tomar banho de banheira com um sal negro muito, mas muito fedorento da Índia. Quando eu saí da água, eu vi – no espelho de corpo inteiro – uma pessoa que não reconheci: euzinha, nua e crua, com 9 quilos a mais e todas as promissórias que a vida cobra quando você tem mais de 50 anos e para de se cuidar. 

 

 

 

 

 

 

Agora eu entendo bem a frase: “Diga a verdade e saia correndo”. Cara, foi um choque! Fazia tempo que eu não me olhava em um espelho desses que vai até o chão e ver foto não é a mesma coisa porque a gente sempre culpa a lente da câmera por nos engordar. Eu nem sabia que celulite migrava. Eu achava que ela era uma posseira safada que firmava moradia em um canto só, sem pedir permissão, mas não: ela vai discretamente empurrando pra lá a cerca do vizinho, e descendo para a coxa, joelho e nem as batatas da perna são poupadas. 

Então, tá, e agora o que fazer? Dar literalmente o primeiro passo que logicamente não é me inscrever em academia e receber aqueles olhares de “a Tia Sukita chegou”, achar tudo lindo e nunca mais voltar. Como boa Tia Sukita acabei de baixar o Cd da Gloria Gaynor no Itunes, porque não, não sei bem o que é o tal de Spotfy hehe.

 

 

 

But, yes, I will survive, I will survive…

 


Gisela Rao indica!

O restaurante mexicano, Dedo de La Chica, da querida Aline

Além, de delicioso, lindo de morrer :  )

Endereço: R. Fidalga, 32 – Vila Madalena, São Paulo

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Eu não estava pelada, mas e se estivesse? http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/05/12/eu-nao-estava-pelada-mas-e-se-estivesse/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/05/12/eu-nao-estava-pelada-mas-e-se-estivesse/#respond Fri, 12 May 2017 14:06:33 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12849 Meu sexto livro iria se chamar “Minha Vida Sem Photoshop”. Eu nunca começo um livro novo sem ter o título e uma ideia da foto de capa. Para isso, infernizei a vida do super uber fotógrafo Bob Wolfenson por um ano, pedindo para tirar a foto e finalmente consegui.

Eu queria uma foto simbólica que mostrasse que eu não tenho nada a esconder: nem meu lado sombra, meus defeitos, meus “erros”, nem minha celulite, porque depois de um trabalho incrível de autoestima – com as psicólogas Neiva Bohnenberger e Silvia Pedrosa – eu finalmente me aceito e me curto pra caramba.

Acontece que mudei o assunto do livro no meio do caminho e resolvi postar a imagem no Facebook porque a acho linda e divertida :  ) Ela será a foto da autora, no livro.  Tive muitos feedbacks legais, mas também tive uns retornos engraçados, do tipo: “Meu Deus, você postou uma foto pelada no Face!”. Então, na verdade não estou como vim ao mundo por dois motivos: estou com um body azul por baixo (se não acredita, pergunte ao fotógrafo), segundo: tem uma caixa de papelão por fora. E “pelada/nu”, segundo o dicionário Michaelis, significa: “Sem proteção ou cobertura; descoberto, desprotegido, exposto”.

Mas cheguei até aqui para refletir: eu não estava pelada dentro da caixa, mas e se estivesse? Porque o nu não causa choque na praia e nem no Carnaval, mas causa dentro de uma caixa de papelão? Por que a sexualidade feminina, assim na lata e sem aviso prévio, é sempre motivo de incômodo? E se fosse o Tiririca peladão dentro da caixa de papelão?

Gente, não é só a fila que anda. Mulher poder votar andou, mulher poder rir em público andou, mulher transar só de baixo de um lençol com um buraco andou, mulher poder tirar foto grávida de biquíni andou…

Vamos andar com este tipo de “pensação?”

Até o próximo post :  )

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GISELA RAO INDICA!

Conhece esse moço bonito e alto-astral? Ele dará uma Oficina de Plantio de Cristais muito, mas muito legal, original e anti-estresse (SP). Vamos fazer?  :  )

https://www.facebook.com/events/660918914097185/

“Passaremos uma tarde aprendendo a plantar sementes de cristal no jardim de casa. Para isso, estudaremos as relações das pedras com os elementos da natureza à sua volta, construindo um ambiente adequado para o plantio.

Veremos também os cuidados necessários que cada pedra requer para manter seu máximo potencial energético, e analisaremos a função vibracional de cada um dos 8 cristais:
turmalina azul, turmalina negra, calcita óptica, topázio, água-marinha, cianita, selenita e quartzo lemuriano.

Durante a tarde será servido um lanche com frutas e água de coco.”

Dia: 13 de maio – das 14h às 18h

Local: Vila Madalena

Valor: 99 reais

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Os espíritos que eu vejo e você nem sabia http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/03/29/os-espiritos-que-eu-vejo-e-voce-nem-sabia/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/03/29/os-espiritos-que-eu-vejo-e-voce-nem-sabia/#respond Wed, 29 Mar 2017 18:46:49 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12824 Minha mãe tinha mediunidade, mas não falava muito sobre isso porque era católica da gema e escondia o jogo. Mas quando ficou muito doente, viu pessoas-espíritos gentis sentadas na sua cama como se estivessem zelando por ela e, de fato, isso deve ter ajudado na sua cura.

Minha herança mediúnica começou a se manifestar quando eu tinha uns 30 anos e morava na Rua João Moura. No começo, eu vi rostos de pessoas de todas as idades – quase sempre sorrindo – e depois evoluiu para ver as pessoas inteiras. Os espíritas chamam isso de viagem astral. Todo mundo faz, mas quase ninguém lembra (sim, o espírito é mesmo livre do corpo). Ou seja: consigo ver o quarto onde estou, vejo meu corpo na cama, vejo meu marido e também algum espírito que esteja nessa dimensão. Eu demorei muito para falar disso porque eu cag@%$ de medo e, até hoje, ainda acordo com os sustos que levo, mas também já consigo me comunicar um pouco. E este será o tema do meu sexto livro, onde relato minhas viagens pelo mundo e os espíritos que vi em SP e em alguns países. Está ficando bem legal :  )

Semana passada rolou uma coisa muito doida. Fui com B.L. em um passeio criativíssimo chamado Haunted SP, fundado por Rogério Cantoni e Elaine Vilela. O evento é assim: durante duas horas, cerca de 40 pessoas ficam em um ônibus passeando por São Paulo, onde a guia Daiane e o ator-fantasma (o próprio Rogério) – que merece o Oscar – relatam crimes e mostram lugares onde as pessoas dizem ter visto espíritos, como: o Teatro Municipal, Edifício Martinelli, etc etc. O passeio, além de voltado para as assombrações, também tem uma pegada humanitária bem bacana.

Elaine Vilela

Rogério Cantoni (Angelo)

Quando nós paramos em frente ao castelinho da Rua Apa, onde uma família foi assassinada (dois irmãos e a mãe), aconteceu uma experiência estranha: comecei a receber uma energia forte de baixo para cima, que contraiu toda minha musculatura e que em seguida me fez chorar e bocejar várias vezes. Não sei te dizer o que é isso porque ainda não comecei a estudar espiritismo, mas que foi doido foi. Ainda bem que ninguém, além do meu marido,  percebeu (estava escuro) :/ Aliás, ele já está acostumado hehe.

O Castelinho, que já foi palco de tudo o que se possa imaginar, foi reformado e será uma ONG de auxílio a crianças e moradores de rua. Espero realmente que este gesto incrível transforme a energia de lá para muito melhor. Cruzes!

Em breve, terei notícias sobre o livro novo, com a capa do formidável Rafael Ferro.

Até mais :  )

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Sergio Bastos, especialista em microfisioterapia, uma técnica sutil mas que elimina muito rapidamente as dores nossas de cada dia (físicas e emocionais): costas, lombar, ombro, cabeça etc etc
Entenda melhor essa técnica francesa: https://www.facebook.com/saudebiointegral
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QUINTO LIVRO DA GISELA RAO
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Fui bloqueada no Face por excesso de compaixão http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/02/13/fui-bloqueada-no-face-por-excesso-de-compaixao/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/02/13/fui-bloqueada-no-face-por-excesso-de-compaixao/#respond Mon, 13 Feb 2017 15:55:51 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12813 Já perdi mãe, pai, duas avós e duas gatas que eram da família, então sei reconhecer nos olhos do outro a tristeza, a dor e a sensação de desamparo destroçante de quem fica. Não sou petista (já fui!) e voto em branco há algumas eleições, mas não pude deixar de me comover com o olhar tão triste do Lula no velório de Dona Marisa. Postei sobre isso e vários “amigos”, um até das antigas, me bloquearam no face por não aceitar que eu sinta pena do ex-presidente. Tentei explicar que minha compaixão era pela dor, independente de quem fosse e de que partido fosse. Não adiantou. Segundo fontes, o amigo das antigas ainda publicou o seguinte troféu: “Limei mais uma com pena do Lula!”

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Não sei dizer se a gente nasce com compaixão ou se herda. Só sei que venho de uma família onde a solidariedade é diária e tão comum quanto colocar manteiga na torrada, no café da manhã. Minha mãe morreu ajudando os outros e, talvez por isso, a fila de visitação no hospital, quando ela ficava doente, dobrasse quarteirões.

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Exatamente em que momento a compaixão virou um sentimento lixo? Temos algumas pistas no texto do publicitário Jarbas Agnelli:

“A verdade sobre as redes sociais é:

seres humanos não foram feitos para se comunicar tanto.

Nunca na história tivemos esse nível insano de interação: uns entrando nos cérebros dos outros, em tempo real.

É claro que ia dar merda. Somos imperfeitos, egotistas, invejosos, ciumentos, mal resolvidos, cheios de buracos existenciais, traumas e recalques.

Até alguns anos atrás, quem sabia escrever se comunicava por carta. Além da cerimônia, havia o tempo. Uma resposta demorava dias, senão semanas. Havia tempo para pensar. Pensar enquanto lia. Pensar na resposta. Pensar antes de escrever.

Era quase como a comunicação ao vivo.

Ao vivo as pessoas sempre foram comedidas com estranhos, como são até hoje. Você não expõe seus medos, suas revoltas, em contatos triviais, a não ser em casos extremos.

Até que apareceu a internet.

A rede social introduziu o atalho direto ao Id. A comunicação despida de ritual ou educação. Impulsiva, quase subconsciente, com um mínimo de reflexão.

Garotos tímidos de 16 anos se tornaram haters de 3 metros de altura online. Senhoras recatadas viraram troladoras impiedosas. Pessoas que mal sabem raciocinar, quando muito expor suas ideias de forma ordenada, subitamente tinham opinião sobre tudo, e espaço onde vomitá-las. O mundo virtual virou um ringue de vale-tudo”.

Na minha opinião, a rede apenas revela as sombras que sempre escondemos. Portanto, a rede é quem somos. O mestre do meu ex-professor de Kenjutsu só confiava em quem bebesse junto com ele, porque era nesse momento que as máscaras caíam.

Na boa, sigo pela vida compassiva e solidária, deixando pelo chão migalhas de pão e ex-amigos que preferem tomar seus porres diários de ódio, eternamente culpando os outros pelo seu tupperware de infelicidades.

“Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás” – Che Guevara

Até a semana que vem!

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Um dentista muito especial: Renato Mesquita!
Pensa numa paciente ex-traumatizada graças a ele. O dentista mais fera e mais bonito de São Paulo : ) Gratidão eterna a esse super profissional – (11) 5571-8858 – Ao lado da estação Ana Rosa do metrô
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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós? http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/01/17/por-que-trocar-a-lampada-ficou-mais-interessante-que-nos/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2017/01/17/por-que-trocar-a-lampada-ficou-mais-interessante-que-nos/#respond Tue, 17 Jan 2017 23:18:16 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12796 Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada.
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Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas.
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É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. “O Essencial será sempre invisível aos olhos”. O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua “maluquez” com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”.
Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona).
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Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio?
“Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio” – William Blake
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Sergio Bastos, especialista em microfisioterapia, que deu um jeito incrível na minha bursite, além de vários conselhos legais, afinal: nada é o que parece ser.
Se você estiver sofrendo da coluna & cia, entenda melhor essa técnica francesa: https://www.youtube.com/watch?v=OdBSUrz1tUo
Whats: 11 98885-4262
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QUINTO LIVRO DA GISELA RAO
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O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

 

 

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2016. Um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado, transformado http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/12/27/2016-um-ano-virado-amassado-lambuzado-assoprado-beliscado-transformado/ http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/2016/12/27/2016-um-ano-virado-amassado-lambuzado-assoprado-beliscado-transformado/#respond Tue, 27 Dec 2016 22:43:11 +0000 http://vigilantesdaautoestima.blogosfera.uol.com.br/?p=12763 No fim de 2015 me esbaldei por 45 dias na Itália com B.L., crente que as coisas não mudariam muito em 2016. Pois é, acontece que meu cliente redirecionou sua estratégia e a porca torceu o rabo pro meu lado: fiquei 5 meses sem trabalho :/

O problema dos milionários de emoção é que não guardamos dinheiro, justamente porque somos colecionadores de viagens e de momentos virados do avesso, então você imagina como foram esses meses. Não foi a primeira vez que acordei duranga e, não, não aprendi nada na primeira vez em que isso aconteceu, em 2010. Saí atirando para todo lado, mandei e-mails, inbox no Facebook explicando a situação, com uma ansiedade que Deus o livre. Eu tinha acabado de voltar para São Paulo, depois de 4 anos no interior, e B.L. – novo na cidade – também estava sem trabalho, então nos sentimos à beira do Grand Canyon de patins, sem freio.

Mas vou citar duas frases, de autores beeeeem diferentes, que me ajudaram a segurar a onda do entrar em pânico: “É impossível levar um barco sem temporais” (Jards Macalé) e “Just keep swimming” (Doris – Procurando Nemo) hehe.

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E foi assim, entendendo os temporais da vida e sempre nadando, nadando, nadando, que conheci a Pfizer, via minha amiga (e ex-cliente) Andrea Mitelman, e suas gentes  incríveis  que valem por muitas viagens, como Rodrigo Almeida, Jacqueline Nunes, Cristiane Santos, Stela Sartori, Milton Barreto, MirianYoshino, Rafaella Miranda, Glaucia Cavalcante, André Zansávio, Pedro Oliveira, André Deus, Dr. Fernando Gonçalves, Willian Bezerra, entre tantas outras que não cabem aqui. Então, não posso me juntar ao coro das lamentações de 2016. 

Melhor ainda que citar a frase “quando uma porta se fecha, abre outra”, é contar a historia do fazendeiro que comprou um cavalo lindo e toda vizinha veio falar: “Nossa, que bom!”; e ele respondeu: “Não sei se é bom, ou não sei se é ruim…”. Dias depois, seu filho foi montar no cavalo e quebrou a perna, e a vizinhança veio de novo e disse: “Nossa, que ruim!”; e o fazendeiro respondeu: “Não sei se é ruim, não sei se é bom…”. E na semana seguinte veio a guerra e o filho não pôde ir… 

Então, 2016 foi para mim um ano virado, amassado, lambuzado, assoprado, beliscado e muito transformado. E a única coisa que desejo para 2017 é:

JustKeepSwimming

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O ótimo oftalmologista Dr. Fernando Gonçalves. Graças a ele já estou escrevendo meu sexto livro : )
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