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Felicidade não é recompensa
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Gisela Rao

Fui visitar meu pai sábado e ele não está nada bem. Ele mesmo me disse que sente que chegou a hora. Uma das coisas incríveis da sua personalidade é o senso de humor – em qualquer momento –  porque eu perguntei se o passaporte para o além já tinha chegado e ele respondeu: “Não, mas vou pagar propina”. 

Durante um  pedaço enorme da minha vida, sofri com a nossa estranha relação, porque eu queria ser mais amada, mais valorizada, mais abraçada. Mas, principalmente, eu sofri porque achava que a felicidade seria uma recompensa se eu conseguisse atrair a sua atenção. Então, eu me inscrevia em concursos, escrevia livros para dar entrevistas, trazia presentes quando eu viajava etc etc etc. E isso nunca acontecia… 

Eu não sei falar “eu te amo” para o meu pai, também tenho dificuldade de segurar na sua mão, talvez por ele nunca ter segurado na minha, então resolvi fazer algo diferente na visita de amanhã, como o ritual de um ciclo que se encerra. Escrevi 51 motivos pelos quais valeram a pena ele ter sido meu pai nesses anos todos (51!).

http://cultura.chiadonews.com/2015/11/fotografias-que-retratam-o-amor-e.html

Sinceramente achei que seria difícil, mas os motivos foram saindo um por um e com uma incrível rapidez. Na verdade, fui percebendo que não eram razões, eram momentos em que fui extremamente feliz, como o dia em que ganhei um mini-laboratório de cientista na infância, ou as músicas maravilhosas que ele me apresentou na adolescência ou a visita à terra do meu avô na Itália. 

Então, concordo com Patch Adams quando diz que a felicidade é um estado de celebração da vida, é uma plataforma que nos lança para o melhor que podemos alcançar nesse mundo que gira lentamente.

Pensar que a felicidade é uma recompensa é uma armadilha sórdida do capitalismo que nos faz acreditar piamente que se comprarmos tal treco encontraremos o pote de ouro no fim do arco-íris no . O mais louco é que já estamos cansados de saber que isso não é verdade, tanto é que queremos sempre mais e mai e mais e mais. Por uma vida com menos trecos e mais celebração.

Até mais! Um beijo

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Algumas pessoas queridas que contribuíram para que minha viagem humanitária para o Marrocos acontecesse : )

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Silvia Pedrosa. Neiva Bohnenberger. Fernanda Coimbra. Flavia Cristina da Silva. Vânia Moreira Lopes. Maria do Carmo Coan Bet. Mônica Schutzer. Pamela Alexandre. Mauricio Celebrone. Letícia Ippolito. Deise Farias Costa. Neila Mara Lopes. Allan Korosue. Nice Lopes. Cristina Ramalho. Jessica Amorim. Cyro José Leão. Maria Signorelli. Rose Ferraz. Vivian Muniz. Renata Oliveira de Jesus. Andréa Aparecida Soares. Tania Maria Araujo Vieira. Natália Saraceni. Priscila Cestari. Patricia Quintas. Erik Naoki Nakandakare. Paulo Vieira. Andreia Soares. Tania Rampi. Maria Aparecida Silva. Will Ferrari Jr. Guilherme Garcia Fracaro. Angela Satomi Inoue. Roberta Ponciano. Ana Luiza Couto. João Guena. Kiciana F F Mayo. Nayda Cabral. Nivia Panariello. Andrea Lima Barbosa. Rafael Vazquez. Mirna Costa. Roberta Vaiano. Renato Gonçalves. Stella Florence. Luiz Macedo. Luciléia Andrade de Souza. Aline Finato Bertoleti. Janaína Guidelli Guerreiro. Suzana Sanae Yogi. Licien Camargo. Marisa Cunha. Melissa Sibucks. Nelia Nascimento. Monica Hikaru. Mayara de Castro. Mila Giannini. Frederico da Costa Carvalho Neto. Cialva Vieira. Silvana Garcia Dias. Fernanda Giglio. Karla Nardi. Adriana da Silva Fernandes. Silvana Razeira. Vera Lúcia Oreb. Daniele Monte. Fabiana Marçula. Neiva Luci Bohnenberger. Carla Souza. Juliana D’Alcantara. Zaira Rodrigues. Rodolfo Mattiuzzo. Silvana Maria Costa. Eliana Batista Ramos Colussi. Janaina Ribeiro. Tatiana Bernardon Silva. Aline Moreto. Marcella Lobo

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QUINTO LIVRO DA GISELA RAO

Na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2 ou http://www.matrixeditora.com.br

 

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Dia 67 – A Mariposa e o além do pote
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Gisela Rao

> Blog VAE volta 13h

Eu tenho um pote de linhaça dourada em casa. Está cheio. Hoje eu abri e saiu uma Mariposa de dentro. Ela não entrou, ela nasceu lá. Saiu batendo as asas insegura e não entendendo por#@ nenhuma. Brinquei com B.L. que poderia ser uma fada aprisionada ou um gênio da lâmpada natureba. De qualquer forma, fiz um pedido.

Foto: Getty Images (portal Terra)
Foto: Getty Images (portal Terra)

A Mariposa estranhou a imensidão da minha casa, sentiu medo, ficou meio sem saber o que fazer. Depois de conhecer o apartamento, encontrou a janela e se foi. Por sorte, conseguiu sobreviver à minha gata caçadora.

Quando mudamos para cá, percebemos que esse bairro não era tão seguro quanto o outro. Isso nos deixou um pouco inseguros. Pusemos uma chave melhor e começamos a sair menos de casa. Mas, pensei na Mariposa, que mesmo com medo deixou o pote dourado para ganhar o mundão. Decidimos desencanar e ter uma vida normal, como todo mundo aqui no bairro – tão lindo e gostoso. Vida com medo é vida amassada.

Se você tem alguma emoção te emperrando o dia a dia, faça parte do encontro do VAE no outro sábado. A psicóloga Neiva Bohnenberger proporá uma dinâmica divertida para a sua vida fluir mais gostosinha :)

Para o alto e avante!

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ATENÇÃO

Poucas vagas para o encontro do Vigilantes da AutoEstima com Gisela Rao e a psicóloga Neiva Bohnenberger. 

Tema: “Desemperrando as emoções para deslanchar no segundo semestre”

neiva vae

giselarao@uol.com.br

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Rosinha – o livro do VAE!  http://zip.net/brpdN8

 

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

> O que escondemos de nós mesmas?  http://zip.net/btn7fv

> Minha vida sem mãe http://zip.net/bhnjKD

> Você agradece o seu dinheiro? http://zip.net/brncl7

> Feliz 2014. Mas feliz o que? – http://zip.net/bnmnrm

> Se não hoje, quando? – http://migre.me/eVKJy


Dia 88 – Já passou. Se não passou, passará
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Gisela Rao

Tem momentos na vida que, não adianta, queremos que passem logo. Pode ser coisa boa ou ruim. Mas são momentos que causam uma tensão danada. Sim, estou falando da entrevista no Jô Soares que foi ao ar ontem. Ir ao Jô é uma espécie de Dia da Noiva para os escritores. É importantíssimo! Apesar de ser minha quarta vez (Hare Baba!), sempre causa uma super adrenalina na hora e depois eu não lembro muito do que falei. Então, tem que esperar pra ver se foi tudo bem mesmo.

Agora passou e eu achei legal. Acho que consegui ser engraçada e, ao mesmo tempo, mostrar o conceito do VAE.

O retorno está sendo muito, muito bom e mesmo as observações mais críticas estão sendo legais. Só tem uma coisa que me incomodou: eu estava com um dente quebrado e tive que dar umas travadas nos risos. E eu queria ter me esbaldado mais pra rir :)

Acordar no dia seguinte lembra um pouco aniversário. Um monte de gente dando parabéns e elogiando. É muito gostoso, ao mesmo tempo que aumenta toda a responsabilidade. A responsabilidade de lidar com novas pessoas e com suas felicidades.

Essa entrevista demorou mais de dois meses pra ir ao ar, mas agora passou. Como tudo que tem que seguir o seu curso. Então, que fique aqui a certeza de que, seja lá o que esteja te deixando tensa(o), vai passar, vai se transformar e você poderá se reequilibrar de novo.

Comentando com minha terapeuta e parceira Neiva sobre o medo da imperfeição, ela me deu a seguinte resposta: “Gisela tenha compaixão com você…
… sempre aprendemos que podemos fazer melhor depois de ter feito o que melhor sabíamos. Perfeição é um caminho que se persegue… o erro só nos lembra que somos humanos. Com certeza o programa terá cumprido a que veio neste momento…
Você lembra do começo, do seu início??????????”

Então, que esse post de hoje sirva para lembrar que tudo realmente se dissolve em segundos, quando chegar sua hora, que a gente sempre faz o que dá pra fazer na circunstância e que a autocompaixão é a redenção de tudo e de todos.

Para o alto e avante!

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> Bom pra autoestima> artigo da Luiza Ricotta sobre As perdas tão difíceis de assimilar http://migre.me/74ocZ

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Palha = baixa  Madeira = média  Tijolaço = ótima

Hoje: autoestima de tijolaço 

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? treinando autocompaixão

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Dia 78 – Esvazie suas “sacolinhas” emocionais
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Gisela Rao

Tem um negócio que eu acho incrível e chama-se Le Parkour. A rapaziada fica saltando pelos obstáculos em plena cidade. É muito legal. Bom, é legal na rua, porque em casa é fo%@.


Pois é, minha casa estava tão bagunçada ultimamente que eu e a gata cinza estávamos praticando Le Parkour na sala, na cozinha e no quarto. Então, eu resolvi arrumar a zona ontem à noite. Foi quando descobri que virei a mulher-das-sacolinhas.

Tinha um monte de sacolinhas com coisas de farmácia, de maquiagem, roupas, trecos e sei lá mais o que espalhadas pela casa. Fui esvaziando uma por uma e colocando tudo (ou quase tudo) em seus devidos lugares.


Fiz um pouco isso também na segunda-feira, mas com as “sacolinhas” emocionais. Todos ano, desde os meu quarenta, uma equipe vem filmar um depoimento meu sobre o envelhecer. Farei isso até os cinquenta anos quando acho que estarei na menopausa. Isso me obriga a abrir os arquivos da cachola em relação a tudo o que aconteceu de importante durante os últimos 365 dias (a filmagem rola sempre em novembro). Chorei ao lembrar da perda da gata Pipi e do 1 ano da partida da mãe, mas miguelei a quase-morte do meu pai. Não consegui tocar nesse assunto de pai. Aliás, sempre foi uma sacola cheia de confusões, contradições e conflitos que nunca consegui esvaziar. Sim, nem sempre conseguimos um destino para todas as coisas.

Para o alto e avante!

 

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> Bom pra autoestima> artigo da sexóloga Márcia Atik sobre Encanação com o corpo na hora da sexo http://migre.me/6gq5V

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O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias!

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Palha = baixa  Madeira = média  Tijolaço = ótima

Hoje: autoestima de tijolaço 

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? esvaziei sacolinhas

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Dia 77 – Por que estamos tanto na defesa?
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Gisela Rao

Ontem, eu tentei dizer uma coisa diferente para três pessoas e as três ficaram tão na defesa que partiram pro ataque. E, quando estamos no ataque, não adianta gritar  – mas eu estou falando “A”!!!! – a pessoa vai entender “B”.

E olha que li e reli o que falei, contei pra outras gentes e ninguém achou o que escrevi agressivo. Então, eu fico me perguntando por quê estamos tão na defensiva? Ah, porque eu também viro o bicho as vezes. Não tô fora dessa turma, não.

Eu cheguei à seguinte conclusão: o problema não está em receber críticas, está em não aceitarmos a hipótese de estarmos errados. A gente tem vergonha de errar. E a gente tem vergonha disso desde que éramos pequenos. Me lembro bem de rasurar o boletim no quarto ano primário pra minha mãe não ver uma praga de uma nota em vermelho.

Sim, eu já cometia delitos na infância, mas era pelo medo de magoar minha mãe por eu ter errado. Só que essa desgraça fica atormentando a gente a vida inteira: “Eu não posso errar! Eu não posso errar! Eu não posso errar!”. Então, se a gente acha que alguém vem ressuscitar este fantasma e nos acusar de alguma forma de estarmos errados, pronto… danou-se!

Eu acho que precisamos de misericódia, de auto-misericórdia. A gente pega muito pesado com nós mesmo e, nessas, ainda metemos nocaute nos outros.

“Sim, você que pensa em largar tudo aquilo
Que não consegues controlar
Comece com sua família
Mas logo chegará até a sua alma
Bem, eu já estive onde estás pendurado
Acho que posso ver como estás preso
Quando você não está se sentindo santo
Sua solidão diz que você pecou” – Leonard Cohen

Para o alto e avante!

 

> Bom pra autoestima> artigo da sexóloga Márcia Atik sobre Encanação com o corpo na hora da sexo http://migre.me/6gq5V

> Prepare-se: 17/12 será o esperado último encontro do VAE com a psicóloga Neiva Bohnenberger (minha parceira no VAE).

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Palha = baixa  Madeira = média  Tijolaço = ótima

Hoje: autoestima de tijolaço 

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? misericordiando-me

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Dia 70 – Seja legítima(o) como as havaianas
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Gisela Rao

Se existe uma qualidade que gosto pra caramba é a autenticidade. E vou falar de duas pessoas que têm muito isso: Marta Oliveira e B.L., meu novo namorado.

Marta eu conheço há décadas e é uma super artista plática. É ela quem assina a camiseta do VAE (breve também na cor branca) e quadros maravilhosos como esse:

Fazia muito tempo que a gente não se via e fui gravar uns vídeos ontem na casa dela. Nossa, como eu ri. Ela não precisou se esforçar pra dizer nada engraçado, apenas foi autêntica, incluindo o jeito de posar pras fotos.

Com B.L. a autenticidade rola de outra forma, ele não tem a menor vergonha de expor seus sentimentos. Na semana passada, uma mocinha fã dele deixou um coração em seu facebook. Como graças à Lúcia Rodrigues eu curei o ciúmes, apenas brinquei (com muita doçura, claro): “Amor, devo quebrar a mina?”.

Na mesma hora ele postou esse texto abaixo. Ai se todos os homens do mundo fossem como esse. Hare Baba, Lord Ganesha!


“Eu sou do tipo que ama uma mulher por vez! Uma vez li num texto: “meu maior defeito é ser fiel (sic) !” Demorei muito tempo (uns 3.3 anos por aí…rs) para encontrar uma mulher que realmente me valorizasse como eu penso que mereço. E estou realmente feliz pois voltei a acreditar no AMOR, esse sentimento tão especial e que temperado com uma pimentinha calabresa… hummmm que delícia! Ela é minha Shakti e eu sou o Shiva dela! Obrigado pelo fim de semana maravilhoso (e o que me deixa mais entusiasmado é saber que fds melhores virão!) Uhuuuuuuu aqui tem corintcha! kkkkkkkkk Amor meu, não tenho o dom das palavras como você, mas essa declaração de amor pública é para deixar bem claro que vc é UNICA na minha humilde caminhada! Te quero. Bj de luz na sua alma, AMO VOCÊ!”

Se está difícil pra você soltar a sua autenticidade, venha se esbaldar no próximo VAE. Não tem nada que nos liberte mais do que a dança :) Corre por que as vagas já estão acabando!

Para o alto e avante!

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> Penúltimo encontro do VAE: 26/11com o professor de dança de salão Bruno David.

Vamos falar de autoestima, rir, comer coisas gostosas e dançar :)

Vagas mega limitadas (homens e mulheres)!!


Contatos: giselarao@uol.com.br

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> Bom pra autoestima> artigo da sexóloga Márcia Atik sobre “Sexo casual é legal”: http://migre.me/69QIC

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Palha = baixa  Madeira = média  Tijolaço = ótima

Hoje: autoestima de tijolaço 

O “lobo mau” interno que me detonou: nenhum

O que fiz de bom por mim? vi Marta Oliveira

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