Minha Vida Sem Photoshop

Dia 116 - Adversidades e seus diversos caminhos

Gisela Rao

07/10/2015 08h27

Quando Steve Jobs criou o iphone certamente não pensou em mim, estabanada da Silva. Primeiro, sufoquei um no calor da África e, semana passada, deixei o outro cair de cabeça. Sem falar que tem algo estranho no meu note que não está carregando a bateria, funciona só no fio. O que é bom nisso? Em primeiro lugar o desapego, em segundo nos obrigou a conhecer caminhos em Firenze que provavelmente a gente não veria, já que as assistências técnicas são para o lado oposto dos monumentos turísticos.

Ontem, tentando achar uma dessas lojas, chegamos em um lugar histórico, cheio de dor, mas também de esperança. Era uma antiga (e atual!) casa de acolhimento onde as mães sem condições deixavam seus bebês – na calada da noite – em um local que se chamava de “Ruota degli innocenti”. Era uma roda, com um colchãozinho que tinha abertura para a rua e também para dentro da Instituição. Nós fomos visitar os museus e vimos as crianças de séculos atrás e as crianças de hoje, porque eles continuam cuidando delas (só não tem mais a roda que teve que ser fechada porque a cada século dobrava a quantidade de bebês).

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Em um dos locais do museu estão expostas as correntinhas dos bebês. As mães costumavam deixar em seus pescocinhos algo que os pudesse diferenciar caso elas voltassem um dia: uma moeda pela metade, um santinho, um patuá… Foram crianças que, apesar da aversidade, levaram suas vidas para frente como é o caso da incrível Dona Elvira, com mais de 90 anos. Tem um depoimento dela em vídeo dizendo que foi deixada pelo pai ainda bebê e que fora adotada por um casal que havia perdido a filha. Ela conta que um dia a mãe a procurou quando ela já era grandinha, disse que voltaria e nunca mais voltou. Portanto, foi rejeitada duas vezes :  ( Mesmo assim, ela conta que teve uma vida muito feliz e que foi muito amada.

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Embora eu tenha pensado no título desse post para falar dos lugares que encontramos com a adversidade dos problemas nos eletrônicos, também deve-se considerar uma metáfora para essas crianças que venceram a adversidade da pobreza, da rejeição, para se tornarem adultos amorosos e queridos como a Dona Elvira.

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Então é assim – para o alto e avante – sempre!

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Rosinha – o livro do VAE

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COLUNAS DA GISELA RAO  NO ATMOSFERA FEMININA

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giselarao@uol.com.br

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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