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Dia 124 - O sonho da asa própria

Gisela Rao

16/12/2015 15h00

“O sonho da asa própria”. Eu já usei essa frase aqui uma vez. É do poeta Pedrinho Fonseca e acho uma benção falar nela de novo, principalmente no final do ano que está todo mundo com o saco na lua.

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Outro dia fui almoçar com uma amiga que trabalha em uma multinacional. Mesmo muito, mas muito estressada de tanto trabalho e de tantas regras e conflitos que existem em um ambiente desses (e em tantos outros), ela me disse que ficaria mais 10 anos para ter uma boa aposentadoria. Dez anos são 3600 loooongos dias, 86.400 horas. Não, não é fácil.

Tenho encontrado tantas pessoas se perguntando se estão felizes  no trabalho, que fico me perguntando em que momento das nossas vidas abandonamos o sonho da asa própria. 

Há 5 anos eu saí do meu último trabalho com carteira assinada. Eu adorava, mas chegava em casa e só queria me esparramar no sofá e ver TV. E nunca dava tempo de fazer coisas que eu precisava e que não dava para rolar nos fins de semana, como médicos, terapia e projetos pessoais, por exemplo. Quando saí, fui até a cidade do meu avô, na Itália, é pedi a benção dos meus antepassados para  que eu pudesse ter um trabalho fixo, mas que fosse feito de casa, e que sobrasse tempo para os meus projetos pessoais. E consegui 20 dias depois : )

De certa forma, posso me considerar uma pessoa com a asa própria, o que não quer dizer que eu não tenha meus medos e inseguranças em relação ao futuro.

Esse ano em Firenze, tive a felicidade de encontrar o maior “garoto-propaganda” do projeto da asa própria hehe. Era o único músico de rua que sorria quando a gente olhava nos olhos, sem falar no talento excepcional. O seu nome é Christian Grosselfinger. Sua nacionalidade? Brasileira!

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Seguimos o Cris por uma manhã inteira e, além da delícia de música (ele está no Itunes!), ouvimos histórias tão legais quanto a do morador de rua que sentou ao seu lado para ouvir o concerto e depois deu uma moeda de caixinha :  )

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Cristian mora num motor-home e viaja pela Europa e Itália, tocando na rua ou em lugares especiais. Leva na bagagem apenas o seu instrumento, algumas roupas e seu ipad. “Não existe o óbvio quando viajo. Eu toco para as pessoas, as deixo felizes, é assim que driblo a solidão”, diz, com a luz laranja do cachecol refletindo no rosto.

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Dedico esse post ao Christian e a todas as pessoas que sentem suas asas se mexendo e doidas para se libertarem.

Para o alto e avante 2016!

https://www.facebook.com/christiangrosselfinger

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DÊ ROSINHA DE NATAL

Na Livraria Cultura: http://zip.net/bxqCL2 ou http://www.matrixeditora.com.br

 

O divertido diário da escritora que vigiou sua autoestima por 365 dias

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O Alecrim Dourado faz comida sem lactose e sem glúten para você. E entrega em casa : )

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https://www.facebook.com/Alecrim-Dourado-Cozinha-Saudável-346280268816212

Tel: (11) 94312-9639

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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