Minha Vida Sem Photoshop

Eu não estava pelada, mas e se estivesse?

Gisela Rao

12/05/2017 11h06

Meu sexto livro iria se chamar “Minha Vida Sem Photoshop”. Eu nunca começo um livro novo sem ter o título e uma ideia da foto de capa. Para isso, infernizei a vida do super uber fotógrafo Bob Wolfenson por um ano, pedindo para tirar a foto e finalmente consegui.

Eu queria uma foto simbólica que mostrasse que eu não tenho nada a esconder: nem meu lado sombra, meus defeitos, meus “erros”, nem minha celulite, porque depois de um trabalho incrível de autoestima – com as psicólogas Neiva Bohnenberger e Silvia Pedrosa – eu finalmente me aceito e me curto pra caramba.

Acontece que mudei o assunto do livro no meio do caminho e resolvi postar a imagem no Facebook porque a acho linda e divertida :  ) Ela será a foto da autora, no livro.  Tive muitos feedbacks legais, mas também tive uns retornos engraçados, do tipo: “Meu Deus, você postou uma foto pelada no Face!”. Então, na verdade não estou como vim ao mundo por dois motivos: estou com um body azul por baixo (se não acredita, pergunte ao fotógrafo), segundo: tem uma caixa de papelão por fora. E “pelada/nu”, segundo o dicionário Michaelis, significa: “Sem proteção ou cobertura; descoberto, desprotegido, exposto”.

Mas cheguei até aqui para refletir: eu não estava pelada dentro da caixa, mas e se estivesse? Porque o nu não causa choque na praia e nem no Carnaval, mas causa dentro de uma caixa de papelão? Por que a sexualidade feminina, assim na lata e sem aviso prévio, é sempre motivo de incômodo? E se fosse o Tiririca peladão dentro da caixa de papelão?

Gente, não é só a fila que anda. Mulher poder votar andou, mulher poder rir em público andou, mulher transar só de baixo de um lençol com um buraco andou, mulher poder tirar foto grávida de biquíni andou…

Vamos andar com este tipo de “pensação?”

Até o próximo post :  )

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GISELA RAO INDICA!

Conhece esse moço bonito e alto-astral? Ele dará uma Oficina de Plantio de Cristais muito, mas muito legal, original e anti-estresse (SP). Vamos fazer?  :  )

https://www.facebook.com/events/660918914097185/

“Passaremos uma tarde aprendendo a plantar sementes de cristal no jardim de casa. Para isso, estudaremos as relações das pedras com os elementos da natureza à sua volta, construindo um ambiente adequado para o plantio.

Veremos também os cuidados necessários que cada pedra requer para manter seu máximo potencial energético, e analisaremos a função vibracional de cada um dos 8 cristais:
turmalina azul, turmalina negra, calcita óptica, topázio, água-marinha, cianita, selenita e quartzo lemuriano.

Durante a tarde será servido um lanche com frutas e água de coco.”

Dia: 13 de maio – das 14h às 18h

Local: Vila Madalena

Valor: 99 reais

Sobre a autora

Gisela Rao é publicitária, escritora e está jornalista. Acredita piamente que a "imperfeição" liberta. A palavra está entre aspas porque, como dizia Buda, o que é certo e o que é errado no universo da ilusão? Leia mais

Sobre o blog

Espaço para - como dizia Nelson Rodrigues: mostrar a vida como ela é, sem pintar pombo de verde e chamar de meu louro.

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Por que trocar a lâmpada ficou mais interessante que nós?

Nos últimos meses, que coincidem com o tempo que não tenho viajado, tenho a estranha sensação de não ter assunto-próprio. Não estou falando do monte de filmes que assisto no Netflix, ou dos assuntos que saem na home do UOL ou do Tiscali.it. Estou falando de assunto próprio, coisas incríveis que vejo ou sinto e que ficam se acotovelando para escorregar no tobogã da garganta para fora. O triste é que percebo que não é só comigo: às vezes vou em almoços ou jantares coletivos onde ninguém tem também assunto-próprio, digo, algo mais interessante do que trocar uma lâmpada quebrada. Assistindo a uma palestra do incrível tarólogo Arhan (sim, nesse dia fui atrás de assunto-próprio!), ele disse uma coisa muito assustadora: “Cada vez menos vejo a carta do “Louco” no jogo de tarô das pessoas. É assustador porque o Louco é a carta ligada a seguir a intuição. Nas palavras do Arhan: “O Louco é o arcano sem número do tarô, está presente em todos os caminhos da nossa jornada pessoal. Ele representa o campo de todas as possibilidades em nossa vida é o momento do salto quântico existencial. Aquele que é capaz de gerar a si próprio. Esta carta não dá valor aos valores dos homens. "O Essencial será sempre invisível aos olhos". O que nos dará a certeza de uma direção segura, nosso norte, será o canal intuitivo, representado na carta por um cachorrinho que tenta avisar o louco do abismo a sua frente. Mas perante aos outros, qualquer atitude ou escolha, neste momento da sua vida, será considerada Louca! Por isso, não dê ouvidos! A caravana passa e os cães ladram…Misture a sua "maluquez" com a sua lucidez, seja livre e siga em frente! Ação a ser tomada: Rever valor para gerar a si próprio”. Então tem um monte de coisas erradas aí, estamos com preguiça, estamos acomodados, estamos sem coragem pra alçar novos voos, pra fazer coisas novas, estamos vendo tv e internet demais. Não acho que as respostas estejam em viajar mais, embora ler o livro “Diários Marroquinos” (Kívia Mendonça) dê um tremendo frio na barriga (ela ficou um tempão no Marrocos viajando sozinhaaaaa de carona). Eu acho que a resposta está em viver mais, reloadar na gente aquela criança curiosa que eramos na infância. Onde está você, Giselinha, que furava o dedo sem medo para ver as células – tão lindas – psicodelicando na plaquinha de vidro no microscópio? "Se o homem persistisse em sua loucura, tornar-se-ia sábio" - William Blake +++++++++++++++++++++++++++++++ giselarao@gmail.com

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